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Reuniões presidenciais

Em 2020 (plena pandemia), o país assistiu com o aval do ministro Celso de Mello, do Supremo, uma reunião do ex-presidente e seus ministros. O palavreado baixo, os muitos palavrões e declarações absurdas chocaram todos que minimamente têm senso crítico. Nessa reunião, ficou claro o impasse do ex-presidente com um então ministro, ficou claro o que queria outro então ministro (“colocar esses vagabundos na cadeia, começando pelo STF”), ficou clara qual era a política ambiental (“passar a boiada”), ficou clara a política econômica de entreguismo e privatização do que é público.

O PRESENTE QUE É UM PRESENTE

Há uma enorme diferença entre a referida reunião e a mais recente reunião de Lula e seu ministério. No encontro, Lula parece entusiasmado ao indagar de cada ministro se estão com as tarefas prontas e falando o que espera de cada um.

QUEM QUER DINHEIRO?

Na referida reunião Lula diz que o ministro da Fazenda, Haddad, é o homem do dinheiro e que gastos são necessários. “Dinheiro bom é dinheiro transformado em obras, é dinheiro transformado em melhoria da qualidade de vida do povo”. Diferentemente de pouco tempo atrás, em que se propôs um teto de gastos e se aprovou, com a ideia equivocada de que o Estado é igual a uma casa, uma família, agora renasce o pensamento de que o Estado tem que gastar mesmo. Por sua natureza o Estado arrecada e pode produzir valor, arrecadação. O dinheiro público, arrecadado do povo, deve retornar para o povo.

DINHEIRO PRA QUÊ?

Lula sabe bem e deixa claro no encontro com seus ministros qual a serventia do dinheiro público. Segundo sua fala não se pode “ficar chorando o dinheiro que falta”, mas “utilizar bem o dinheiro que tem”. Gastar, investir, usar bem, é necessário. Grande parte do povo depende dos serviços públicos, a boa escola pública, o bom hospital público, são necessidades populares, devem atender as demandas da população.