Sendo uma das prioridades do Governo do Estado, a energia solar – também conhecida como energia limpa – tem sido realidade em diversos equipamentos públicos cearenses. Dentre eles, estão as escolas públicas do Ceará. Atualmente, 25 prédios escolares estão gerando esse tipo de energia. A implantação está acontecendo em outras 7 instituições, que deve concluída até abril. Quando as 32 unidades estiverem com as placas de energia solar instaladas, a estimativa de economia nas contas de energia, é de aproximadamente R$ 1 milhão por ano.
As informações foram obtidas pelo OPINIÃO CE junto à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) do Ceará. Os recursos investidos, no valor de R$ 8,8 milhões, são do Fundo de Incentivo à Eficiência Energética e Geração Distribuída do Ceará (FIEE). Os investimentos acompanham o processo de transição energética iniciado pelo Estado e somam cerca de R$ 14 milhões nos últimos 3 anos.
“O Ceará tem um histórico de pioneirismo em geração de energias renováveis, tendo começado pela energia eólica e agora entrando para a história com a produção da primeira molécula de hidrogênio verde do país. Então essas iniciativas reforçam nosso potencial energético e estimulam todo o setor, fortalecendo o esforço do Estado na busca pela sustentabilidade”, afirma o secretário da Infraestrutura, Antônio Nei de Sousa.
Para escolha das unidades que estão recebendo o projeto foram seguidos critérios como maior consumo e retorno do investimento. Ao todo, 31 cidades de todas as regiões cearenses estão contempladas, com a Capital, Fortaleza, recebendo o incremento em duas escolas: EEMF Doutor Gentil Barreira e EEFM Professor Aloysio Barros Leal.
OUTROS PROJETOS
Na Região Norte, o Novo Aeroporto Regional de Sobral, entregue em 2022, já foi projetado com uma usina fotovoltaica, composta por 560 placas. A iniciativa irá garantir energia para a operação do terminal de passageiros e do prédio do sistema de combate a incêndio. Em Fortaleza, outro projeto que utilizará energia solar é o Centro de Manutenção do VLT, que irá funcionar como oficina, além de ponto de abastecimento e lavagem dos trens da Linha Parangaba-Mucuripe. A usina do equipamento conta com 655 placas solares para garantir a energia elétrica no local, que irá funcionar 24 horas.
De acordo com o secretário Executivo de Energia e Telecomunicações, Adão Linhares, além da economia nas contas de energia e da expansão da capacidade de geração própria, a iniciativa contribui também para a modernização das instalações elétricas dos órgãos e entidades da administração pública.
“Temos no Estado um decreto governamental que tem a premissa de que todo prédio público contemple o uso de fonte renovável e eficiência energética. A Seinfra parte então na frente, exigindo que nossos projetos, que incluem grandes obras para a população, dêem o exemplo e contribuam para a disseminação dessa prática na sociedade”, completa.
Além dos novos projetos, as estações Juscelino Kubitschek e Padre Cícero, da Linha Sul do Metrô de Fortaleza, também contam com 882 placas fotovoltaicas. A energia gerada pelos equipamentos compensam os gastos de energia elétrica em todas as estações do VLT Parangaba-Mucuripe e da Linha Oeste que, juntas, totalizam 20 unidades.
A energia solar gerada nas duas estações da Linha Sul é transferida para a rede elétrica da concessionária, sendo, em seguida, revertida para o Metrofor, em forma de crédito em produção elétrica, o que implica compensações nas contas de energia da empresa. Dessa forma, a operadora dos trens fica isenta das contas de luz das 20 estações. A produção de energia solar também cobre as despesas de energia elétrica nas duas estações onde estão implantadas as placas. A economia estimada é de R$ 415 mil, anualmente.
VALE DO JAGUARIBE
No início do mês, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), assinou protocolo de intenção com executivos da SPIC Brasil, para construção de complexo solar em Jaguaretama, município situado no Vale do Jaguaribe. Serão investidos mais de R$ 1 bilhão e o complexo deve gerar 900 postos de trabalho, sendo 300 empregos diretos e 600 terceirizados. Os trabalhadores devem ser recrutados, preferencialmente, por meio do Sistema Público de Emprego – Sine/IDT.
“Temos no Ceará uma oportunidade histórica de produzir energia renovável a um preço competitivo, gerar emprego e renda para os cearenses e promover o desenvolvimento econômico e social do nosso estado”, comentou o governador na época.

O Complexo Solar Panati-Sitiá é uma iniciativa da parceria entre os Grupos SPIC Brasil e Canadian Solar, que têm atuação consolidada dentro e fora do País no setor elétrico e especialmente no desenvolvimento e operação de projetos de geração de energia por fontes renováveis. A SPIC Brasil, por exemplo, que é líder mundial em energia solar, conta com dois complexos solares em fase de obra no Nordeste do Brasil, um em Jaguaretama (Panati) e outro em Brasileira (Marangatu), no Piauí.
O investimento será destinado à instalação de uma nova unidade em Jaguaretama, consolidando o Complexo Panati-Sitiá com oito unidades (6 Panati + 2 Sitia) em uma área de 741,57 hectares. Cada nova unidade deverá produzir com potência total instalada de (MW) de 25MW e capacidade de geração de energia elétrica anual de 71.827 MW/h. Assim, a capacidade instalada do complexo pode chegar a 292 MWp. Isso é suficiente para o abastecimento de cerca de 350 mil residências.
Colaborou Anderson Alves
