De acordo com dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), publicados pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec), as exportações cearenses em 2022 somaram o valor de US$ 2,3 bilhões. Este é o terceiro maior valor já registrado desde 1997, abaixo apenas dos anos de 2018 (pouco mais de US$ 2,3 bilhões) e 2021 (US$ 2,7 bilhões). Apesar disso, em relação ao ano anterior, o valor das exportações de 2022 apresentou uma baixa de cerca de 14,8%.
As importações, por outro lado, apresentaram uma alta de 26,8% em 2022, passando de US$ 3,8 bilhões, em 2021, para US$ 4,9 bilhões, no ano passado. Esse foi o maior valor das importações cearenses da série histórica desde 1997.
EXPORTAÇÕES
Segundo Alexsandre Lira, analista de Políticas Públicas e autor do estudo, no acumulado do ano de 2021, o principal destino das exportações cearenses foi o bloco da América do Norte (69,8%). Seguido pela União Europeia (UE), com 8,2%; pela Ásia-Exclusive Oriente Médio (5,9%); e pelo Mercado Comum do Sul (Mercosul), com 3,5%.
Entre os anos de 2021 e 2022, dois destes blocos registraram crescimentos: UE (+140,7%) e Mercosul (+24,4%). Os outros dois, no entanto, apresentaram quedas: Ásia, excluindo o Oriente Médio (-44,7%) e América do Norte (-34,3%). A consequência, de acordo com Alexsandre Lira, foi a grande perda de participação nas vendas para o bloco da América do Norte e o grande aumento de participação nas vendas para a União Europeia.
Portanto, no acumulado de 2022, as exportações cearenses tiveram como principais destinos os blocos da América do Norte, com 53,7%; UE, com 23%; Mercosul, com 5,1%; e Ásia, excluindo o Oriente Médio, com 3,8%.
IMPORTAÇÕES
Já em relação às importações, no acumulado de 2021, as principais origens foram o bloco da Ásia, excluindo o Oriente Médio, com 34,6%; América do Norte, com 27,6%; UE, com 10,3%; e Mercosul, com 7,5%. As importações cearenses são menos concentradas por blocos econômicos que as exportações.
Entre os anos de 2021 e 2022, todos os quatro blocos registraram crescimento: Ásia, excluindo o Oriente Médio, de +38,1%; América do Norte, de +40,5%; UE, de +6,7%; e Mercosul, de +2,0%. Chama também atenção o expressivo crescimento nas importações cearenses vindas da Oceania (+521,5%) e do Oriente Médio (+109,6%). Em 2022, portanto, as principais origens das importações são: Ásia, excluindo o Oriente Médio, com 37,7%; América do Norte, com 30,6%; UE, com 8,7%; e Mercosul, com 6,1%.
