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Fortaleza inicia 2ª fase da vacinação bivalente contra a covid-19 nesta terça-feira (7)

A capital cearense começa, nesta terça-feira, 7, a 2ª fase da vacinação bivalente contra a covid-19. Nesta etapa, serão contemplados idosos entre 60 e 69 anos. Entre os dias 27 de fevereiro e 5 de março, na primeira fase, foram aplicadas 18.145 doses da vacina bivalente no grupo da primeira fase da campanha: população imunossuprimida, idosos a partir de 70 anos de idade e fortalezenses acima de 12 anos que vivem em instituições de longa permanência e os trabalhadores destes estabelecimentos.

Os postos de saúde estão disponíveis no site da Prefeitura.

O público desta segunda fase será atendido enquanto durar o estoque de imunobiológico nos 117 postos de saúde da Capital, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30. Nos finais de semana, a imunização acontece em dois postos.

Os públicos e datas da campanha com o uso da bivalente foram definidos pelo Ministério da Saúde (MS), órgão responsável também pelo envio aos municípios das doses que serão aplicadas. Ao todo, Fortaleza recebeu 62.730 doses da bivalente (até 05/03), que serão aplicadas nos grupos prioritários, da primeira e segunda fase, enquanto durar o estoque.

  • Primeira fase: população imunossuprimida, idosos a partir de 70 anos de idade, fortalezenses acima de 12 anos que vivem em instituições de longa permanência e os trabalhadores destes locais;
  • Segunda fase: idosos de 60 a 69 anos;
  • Terceira fase: gestantes e puérperas;
  • Quarta fase: profissionais da saúde;
  • Quinta fase: pessoas com deficiência permanente, população privada de liberdade, adolescentes cumprindo medidas socioeducativas e funcionários do sistema de privação de liberdade.

VACINA BIVALENTE

O reforço bivalente contém uma mistura de cepas do coronavírus – a original e as subvariantes da Ômicron BA.4 e BA.5. O imunizante integra a segunda geração de vacinas contra a doença. A aplicação do imunobiológico seguirá o calendário de cada cidade, conforme o Programa Nacional de Vacinação 2023, do Ministério da Saúde (MS). A etapa do cronograma está dividida em cinco fases, com todas contemplando pessoas a partir de 12 anos que fazem parte de grupos prioritários.

Para receber a bivalente, a pessoa precisa ter concluído ao menos o primeiro esquema vacinal, tendo recebido a última dose há 4 meses ou mais. Quem não concluiu o primeiro esquema de imunização, deve concluí-lo e, depois, procurar a bivalente. Segundo Antônio Lima, o Ceará não sofre com problemas de abastecimento das outras vacinas, que seguem sendo ofertadas nos postos de saúde de cada cidade.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

Ao comparecer aos postos, é necessário apresentar os documentos originais: identidade (com foto), CPF, Cartão Nacional de Saúde (CNS) e comprovante de residência atualizado. No caso dos imunossuprimidos, além dos documentos de identificação, é necessário apresentar documentação comprobatória, com os dados contidos no modelo padrão da Secretaria da Saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, são considerados imunossuprimidos as categorias abaixo, que devem apresentar os seguintes documentos:

  1. Imunodeficiência primária grave: atestado/relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem essa doença. Não poderá ser apenas o CID.
  2. Quimioterapia para câncer: atestado/relatório médico descritivo com dados clínicos, exames e tratamento que comprovem essa condição. Não poderá ser apenas o CID (validade um ano).
  3. Transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) uso de drogas imunossupressoras: relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem essa condição (não poderá ser apenas o CID) ou relatório de alta (transplante ou relatório médico descritivo com tipo de transplante).
  4. Pessoas vivendo com HIV/AIDS: relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem essa doença (não poderá ser apenas o CID) ou exame que comprove (teste rápido ou outro) ou cadastro Siscel ou Siclom.
  5. Uso de corticóides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias: relatório médico descritivo com dados clínicos e exames que comprovem a condição de uso de corticóide nessas condições: acima de 20mg/dia e tempo maior que 14 dias (no momento da vacina) ou receita médica (que indique tratamento vigente – no momento da vacina).
  6. Uso de drogas modificadoras da resposta imune: relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem a doença (não poderá ser apenas o CID) e receita médica que contenha alguma das medicações a seguir. Leflunomida; Micofenolato de mofela; Azatiprina; Ciclofosfamida 6-mercaptopurina; Ciclosporina; Tacrolimus; Metotrexato ; Biológicos em geral (infliximabe, etanercept, humira, adalimumabe, tocilizumabe, Canakinumabe, golimumabe, certolizumabe, abatacepte, Secukinumabe, ustekinumabe); Inibidores da JAK (Tofacinibe, baracinibe e upadacinibe).
  7. Pacientes em hemodiálise: relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem essa condição (não poderá ser apenas o CID) ou comprovante de diálise (cartão ou outro documento que comprove a hemodiálise).
  8. Pacientes com doenças auto inflamatórias e doenças intestinais inflamatórias*: relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem essa doença. Não poderá ser apenas o CID.

*Doenças Inflamatórias Crônicas imunomediadas: Artrite Reumatóide; Anemia hemolítica autoimune; Crioglogulinemia mista essencial; Cirrose biliar primária; Doença de Crohn; Doença de Kawasaki; Dermatomiosite; Esclerose Múltipla; Esclerodermia sistêmica; Espondilite anquilosante; Granulomatose de Wegener; Hepatite Auto-imune; Lúpus Eritematoso Sistemico; Miastenia gravis; Mielite transversa; Polimialgia reumática; Poliarterite nodosa; Polimiosite; Psoríase (Artrite psoriática); Púrpura de Henoch-Scholein; Retocolite ulcerativa; Sarcoidose; Síndrome Sjogren; Vasculites.