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Gasolina já passa dos R$ 6,00 em Fortaleza após volta de impostos federais

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Com a volta dos tributos federais sobre o preço dos combustíveis a partir desta quarta-feira, 1º, a gasolina em Fortaleza já é encontrada a mais de R$ 6,00 por litro em alguns postos. Em um ponto de abastecimento na Via Expressa, no Mururipe, a gasolina comum está sendo comercializada a R$ 5,99 na manhã desta quarta. Na noite do dia anterior, terça-feira, 28, o valor no mesmo posto era R$ 5,59.

Na Avenida Santos Dumont, na Aldeota, o valor para a gasolina comum, à vista ou no PIX, está em R$ 5,79. No cartão, o litro sobe para R$ 5,99. No caso da gasolina aditivada, o valor fica R$ 6,09 no cartão e R$ 5,99 para pagamentos à vista. Os valores foram consultados na manhã desta terça-feira.

Já na avenida Abolição, a gasolina comum foi encontrada a R$ 5,79. O proprietário do estabelecimento em questão diz que o preço tende a aumentar nas próximas horas. Na Avenida Desembargador Moreira, no Dionísio Torres, a gasolina já chega a R$ 6,29 para pagamentos à vista.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que, com a reoneração dos combustíveis, a gasolina deve subir até R$ 0,34 nas bombas; e o etanol, R$ 0,02. Os valores já consideram a redução de R$ 0,13 para o litro da gasolina e de R$ 0,08 para o litro do diesel anunciados pela Petrobras. Com isso, o preço médio da gasolina no Ceará – que já é, atualmente, a mais cara do País – pode chegar a R$ 6,39.

O retorno da tarifação dos impostos foi oficializada pelo Ministério da Fazenda na última segunda-feira, 27. Segundo o governo, o objetivo é manter a arrecadação de R$ 28,9 bilhões previstos no pacote de medidas anunciado em janeiro pelo governo Lula (PT).

INTERVENÇÃO?

Nesta quarta, o ministro Fernando Haddad negou haver interferência do governo federal na política de preços da Petrobras. Conforme o ministro, o Executivo aguardou a decisão da estatal sobre redução de preços dos combustíveis para anunciar a reoneração dos impostos federais sobre gasolina e álcool. “A cobrança a Petrobras sobre preços existia desde 17 de fevereiro”, disse Haddad em entrevista ao UOL.

Ele esclareceu que não havia mais prazo para decisão de reonerar os impostos e foi pedido à estatal que divulgasse os preços. Também na entrevista, Haddad voltou a defender uma maior transparência nos dados que envolvem a Petrobras. De acordo com ele, há, por exemplo, técnicos dizendo que o gás está 27% acima do preço de paridade internacional (PPI). “Em vez de acusar a Petrobras, vamos dar transparência aos dados e entender melhor”, disse.