Consideradas as de melhor qualidade do mundo, as minas de gesso de Araripe são responsáveis pela produção de 90% do gesso nacional. Os dados são da Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, com sede no Rio de Janeiro. As informações oficiais dão conta de que o Polo Gesseiro do Araripe tem 47 minas e abrange cerca de 100 calcinadoras. O destaque como principal produtor nacional de gesso abre um viés econômico forte e pede olhar diferenciado para esse mercado.
A matriz energética das fábricas de produção do gesso é a lenha proveniente da caatinga, que, na maioria das vezes, é resultante de desmatamento ilegal. É preciso encontrar um ponto de equilíbrio que garanta a preservação da vegetação nativa e a sustentabilidade dessa atividade econômica.
A Chapada do Araripe, que abrange territórios do Ceará, Pernambuco e Piauí, é uma fonte de riqueza natural. Além do gesso, que ainda não é amplamente divulgado, há iguarias como o pequi, que ultrapassa a produção nativa, entra na gastronomia regional e chega também à área da saúde, pelo valioso poder medicinal. A Chapada de sabores, belezas naturais, água cristalina e reduto paleontológico, só soma potenciais. Esse reduto precisa estar na pauta do equilíbrio.
