O Tribunal de Barcelona rejeitou nesta terça-feira, 21, o pedido de liberdade provisória do jogador Daniel Alves, acusado de estupro por uma mulher de 23 anos. A Justiça espanhola alegou que há risco de fuga do atleta brasileiro e que ele deve permanecer preso durante o processo de investigação. O jogador completou um mês na prisão nesta segunda-feira, 20. As informações são do Estadão.
Em seu recurso, o advogado Cristóbal Martell alegou que o lateral-direito aceitou entregar seu passaporte e até uma pulseira eletrônica para ser monitorado pela Justiça, caso obtivesse a liberdade provisória. O brasileiro também se ofereceu para comparecer diante do tribunal e das autoridades com a frequência exigida pela Justiça e prometeu manter distância mínima de 500 metros da mulher que o denunciou.
Para os três juízes responsáveis pelo caso, Eduardo Navarro, Myriam Linage e Carmen Guil, estas medidas não são suficientes para evitar uma possível fuga do brasileiro, uma vez que há o risco de sofrer uma condenação de longa duração. Se fosse liberado e voltasse para o Brasil, a Justiça espanhola nada poderia fazer porque o País não extradita seus cidadãos.
Fuga facilitada
A corte espanhola também alegou que há indícios consideráveis de que Daniel Alves cometeu o crime e que sua fortuna facilitaria uma eventual fuga, mesmo em caso de uma fiança de valores elevados. Um dos pontos da acusação era exatamente a facilidade com que o jogador poderia entrar em um voo particular e retornar ao Brasil, onde possui uma série de empresas. “Soltá-lo seria como atacar a integridade psicológica da minha cliente”, afirmou Ester García, advogado que representa a suposta vítima.
Para Martell, a vida do jogador brasileiro gira em torno da Espanha, o que possibilitaria a liberdade provisória. Desde 2010 está registrado na Espanha. “Ele é casado com uma espanhola”, disse o advogado, se referindo a modelo Joana Sanz.
Prisão
O jogador de 39 anos completou um mês na prisão nesta segunda-feira, 20. Ele foi detido no dia 20 de janeiro ao prestar depoimento sobre o caso da suposta agressão sexual contra uma mulher no dia 30 de dezembro. O Ministério Público da Espanha pedira a prisão preventiva, sem direito à fiança, e a titular do Juizado de Instrução de Barcelona acatou o pedido, ordenando a detenção.
A acusação se refere a um episódio que teria ocorrido na casa noturna Sutton, em Barcelona. O atleta, que defendeu a seleção brasileira na Copa do Mundo do Catar, teria trancado, agredido e estuprado a denunciante em um banheiro da área VIP, segundo o jornal El Periódico. As contradições apresentadas por Daniel Alves em seu depoimento teriam sido decisivas para a ordem de prisão, no mês passado.
