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Grupo Meta vai criar serviço pago de verificação de contas para Instagram e Facebook

Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Agência Brasil

Usuários das redes sociais Facebook e Instagram, pertencentes a Meta Pltaforms, de Mark Zuckerberg, deverão contar em breve com um serviço de assinatura paga que irá permitir que as contas pessoais sejam verificadas com identificação do governo e, com isso, tenham acesso direto ao suporte ao cliente. O serviço custará US$ 11,99 (cerca de R$ 62,00) por mês para contas do Facebook e Instagram que se inscreverem a partir de um navegador da web, ou US$ 14,99 (cerca de R$ 77,50) por mês para assinaturas por meio de dispositivos móveis.

Antes de ser oferecida a todos os usuários, o novo serviço iniciou os testes nesta semana na Austrália e Nova Zelândia. Em anúncio feito nem suas redes sociais, Zuckerberg disse que o objetivo é aumentar a segurança e a autenticidades dos serviços oferecidos pelas empresas do grupo, além de ser uma forma de auxiliar os criadores dessas plataformas a aumentarem sua presença e comunidades de forma mais rápida. As informações são do Estadão.

Nos próximos meses, a Meta pretende lançar o serviço nos EUA, seguindo para outros mercados de forma gradativa. Desde 2018, o grupo verifica a identidade das pessoas que administram páginas com grande número de seguidores, o que mudou após 2020, quando eles anunciaram que a verificação seria ampliada para alguns perfil com grandes públicos nos EUA. Quem já possui o selo de verificado, não sofrerá nenhuma alteração.

Problemas

O novo serviço anunciado pelo grupo Meta parece ouvir as críticas feitas por diversos usuários, como a dificuldade em entrar em contato com o atendimento ao cliente, principalmente quando as contas desses redes sociais são hackeadas ou bloqueadas, além de reclamações por conta do aumento de contas não autênticas nas plataformas.

Além disso, falando pelo viés econômico, as empresas de Zuckerberg devem contar com uma nova opção de receita, aumentando os lucros, principalmente no atual cenário de incerteza econômica, o que levou, inclusive, à demissão de mais de 11 mil funcionários que o grupo Meta, em novembro do ano passado.

Segundo Mark, em nota à época das demissões, essa foi uma medida necessária para reestruturar e cortar os custos do negócio, além de enxugar de forma mais eficiente a empresa, que congelou contratações até o primeiro trimestre deste ano. Conforme relatórios do grupo, haviam 87 mil funcionários ao redor do mundo. Nos últimos dois anos, a empresa somou mais de 27 mil pessoas ao corpo funcional, aproveitando o boom da internet e das redes sociais durante a pandemia por covid-19.