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Frio no Sertão

Aiuaba, no sertão dos Inhamuns. 14,6º registrados na semana passada. 18,9º registrados nesta semana. Frio demais para uma cidade cravada no semiárido, com vegetação de caatinga e sol castigante na maior parte do ano. A explicação está nos fenômenos meteorológicos associados à altitude mais elevada.

É até comum nesse período do ano nos depararmos com termos como: massa de ar seco, Vórtice Ciclônico de Altos Níveis, condições oceânicas, frentes frias… incomum é associar mudanças bruscas no clima em regiões que não têm estações bem definidas e que – mesmo nas temporadas de chuva, o “inverno” sertanejo – há sempre dias ensolarados.

A verdade é que o clima mundial está apresentando mudanças significativas. Aquecimento global, terremotos, tsunamis, secas cada vez mais severas e cheias igualmente ferozes. Isso é certamente uma resposta da natureza às alterações, interferências e degradações ambientais que assolam o planeta. Muito se discute sobre clima. O homem tenta buscar alternativas. Governos buscam a pauta ambiental. Organizações não governamentais realizam ações, mobilizam a sociedade, criam exércitos de voluntários.

Há ainda a ação solitária, mas não menos representativa, dos defensores da natureza que defendem causas e vivem em função da bandeira ambiental. O frio no sertão é até comemorado. Uma experiência sensorial diferente. Algo que chama atenção. Porém, devemos estar sempre enxergando para além do agora. Entender o clima como uma expressão da natureza, não como algo natural. Há uma diferença enorme.