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Seduc investiga denúncia de injúria religiosa em escola de Messejana

Foto: Divulgação/Apeoc

A Secretaria da Educação (Seduc) do Ceará investiga denúncia de injúria religiosa em uma escola pública no bairro Messejana, em Fortaleza. O caso ocorreu em uma aula de Filosofia, segundo o professor, com o intuito de provocar discussões pertinentes ao conteúdo. O caso ganhou repercussão após denúncia da deputada estadual Dr.Silvana (PL), nesta quarta-feira, 8, na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará.

Ao OPINIÃO CE, a Secuc informou que a “Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor 2), responsável pelas escolas da região, em conjunto com a gestão escolar, está apurando o ocorrido numa aula de Filosofia, segundo o professor, com o intuito de provocar discussões pertinentes“.

“Na rede pública estadual de ensino, o ambiente escolar é um espaço de respeito aos direitos humanos, de construção de cidadania e promoção da cultura de paz. Portanto, são repudiados atos de intolerância e discriminação religiosa. Denúncias devem ser feitas à Ouvidoria do Estado, pela Central 155“, afimrou a pasta, em nota.

Denúncia

A deputada Dra.Silvana ocupou a tribuna para repassar denúncia recebida de supostas ofensas religiosas que teriam sido feitas pelo professor de Filosofia. Segundo a parlamentar, uma aluna do primeiro ano do ensino médio da Escola Telina Barbosa da Costa, localizada no bairro Messejana, fotografou, escondida, o quadro-negro da sala de aula, em que o professor “teria escrito palavras ofensivas a Jesus Cristo”.

“Nunca vi um conteúdo de denúncia tão asqueroso e terrível. Esse professor é um infeliz, um desqualificado, que não pode afrontar a fé de toda uma classe. Não existe nenhuma justificativa lógica para um professor escrever algo assim”, disse Silvana.

Ainda de acordo com a parlamentar, o Ministério Público do Ceará foi acionado para atuar no caso.

Em aparte, o deputado Carmelo Neto (PL), também da oposição, disse que “a denúncia precisa ser investigada”, se colocando à disposição para ajudar. O deputado Antônio Henrique (PDT) também disponibilizou o seu gabinete para acompanhar as investigações. “Não tinha conhecimento do caso, mas me somo nos esforços e coloco o meu gabinete à disposição, pois precisamos respeitar as religiões”, pontuou.