Com a chegada da quadra chuvosa no Ceará (de fevereiro a maio), alguns cuidados devem ser tomados para tentar se proteger das arboviroses (doenças transmitidas, principalmente, por mosquitos, como a dengue, zika e chikungunya), que são comuns nesta época do ano, devido às chuvas e ao tempo quente.
Além das casas, os condomínios também devem estar atentos para evitar o acúmulo de água e a formação de criadouros do mosquito que transmite a doença, como o Aedes aegypti, que transmite a dengue e possui rápido desenvolvimento. Nesta época, os transmissores encontram clima e muitos ambientes favoráveis a sua reprodução, aumentando as infecções nesse período.
Medidas preventivas
Entre medidas que síndicos e gestores de condomínio podem tomar está providenciar uma inspeção geral em todas as instalações, inclusive em jardins e áreas comuns, espaços propícios para acúmulo de água.
Além disso, é necessário colocar telas de náilon nas tampas em ralos internos e externos. Os equipamentos utilizados no condomínio também devem passar por esses cuidados, como a piscina, que deve ser tratada com frequência. Também é necessário ter o correto manejo e descarte do lixo, sem esquecer da atenção ao espaço pet, quando houver.
Gerente de atendimento da Viper Condomínios, Carmen Lima destaca que as equipes estão “orientando que todos os síndicos e suas equipes de gestores e funcionários estejam atentos para evitar pontos de água parada dentro dos condomínios. Esse trabalho é feito em parceria com os moradores e vizinhança, fazendo dessa forma com que as informações cheguem nos apartamentos e casas, pois é fundamental que cada unidade habitacional também esteja livre de focos do mosquito“.
Carmem reforça ainda que cabe aos administradores dar toda assistência aos condomínios, incentivando, principalmente, que adotem todas as medidas de segurança e tenham consciência da importância de cada um conhecer o seu papel na luta contra essas doenças sazonais.
Arboviroses em 2002
Somente em janeiro deste ano, foram registrados mais 16 mil casos de dengue e 20 mil de chikungunya na Capital, segundo a Prefeitura. Entre as mortes registradas em decorrência das arboviroses no ano passado, cinco foram em decorrência da dengue e 19 por chikungunya. Nenhum óbito foi registrado por zika.
Em todo o Estado, em 2022, foram confirmados 57.105 casos de arboviroses, sendo 28.731 de dengue; 34.606 de chikungunya e 22 de zika. Segundo o governo do Ceará, houve um incremento de 174,3% em relação a 2021.
