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Festa das Candeias: fé que reluz

“Bendita e louvada seja, a luz que mais alumia. Valei-me meu Padrinho Cícero e a mãe de Deus das Candeias.” O bendito da “Mãe de Deus das Candeias” é um dos mais belos do repertório religioso de Juazeiro do Norte. Ele ecoa pela terra do Padim unindo centenas de milhares de vozes. Nessa época do ano, quando acontece a Romaria de Candeias, a atmosfera de vozes, luzes e fé cria um belo e marcante cenário.

Difícil não se emocionar com a “luz que alumia”, uma procissão com velas que representam esperança, que iluminam o caminho, os pedidos aos céus e a gratidão por graças alcançadas.

O mundo ainda se recupera de um período difícil de pandemia, que mudou a rotina do planeta e, principalmente, das pessoas. As romarias de multidão de Juazeiro do Norte, por exemplo, uma das imagens mais marcantes do Cariri cearense, só agora estão voltando em número e intensidade. Ainda assim, a força invisível da fé continuou a permear aquele lugar, talvez até com mais força diante das adversidades.

Seja em orações silenciosas ou naquelas entoadas por corais em procissões de pés descalços, dedilhar de terços e testemunhos de milagres, é sempre bom voltar a vivenciar e a registrar a rotina da fé romeira. Neste início de ano, certamente as generosas orações sertanejas pedem por chuva, comida e dias mais leves. A multidão romeira não reza apenas por causas individuais. Há sempre pedidos coletivos que se multiplicam na multidão.