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Posse de vereadores na Alece tende a fortalecer base de Elmano de Freitas na casa

Foto: Beatriz Boblitz

Começa nesta semana a dança das cadeiras na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFOR) e na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), uma vez que quatro vereadores, eleitos deputados estaduais nas Eleições 2022, cederão seus lugares e tomarão posse. O desfecho pode fortalecer o Governo de Elmano de Freitas (PT). Deixarão as vagas os vereadores Carmelo Neto (PL), Antônio Henrique (PDT), Larissa Gaspar (PT) e Sargento Reginauro (União), que vão assumir no próximo dia 1º.

Em seus lugares, respectivamente, ficarão os vereadores Veríssimo Freitas (Republicanos), Carlos Mesquita (PDT), Dr. Vicente (PT) e Pedro Matos (PL). A coligação partidária do governador eleito elegeu 16 nomes que atuarão na Assembleia a partir do próximo mês. O grupo de Roberto Cláudio (PDT) foi o que mais conseguiu eleição de seus quadros, 17 deputados estaduais ao todo, enquanto que a aliança em torno de Capitão Wagner (UB) levou 11 postulantes para a Casa.

Composta por PT, PCdoB, PV, PP, MDB, PRTB, PSOL, Rede e Solidariedade, o arco político do chefe do Executivo estadual é grande. Foram eleitos Fernando Santana, De Assis Diniz, Moisés Braz, Jô Farias, Julinho, Juliana Lucena, Missias do MST e Larissa Gaspar, todos do PT; João Jaime, Leonardo Pinheiro, Zezinho Albuquerque, do PP; Danniel Oliveira, Agenor Neto e Davi de Raimundão, do MDB, além de Renato Roseno (PSOL) e Alysson Aguiar (PCdoB). Na coligação que apoiou Roberto Cláudio, formada por PMN, Patriota, Agir, PMB, PDT, PSD, PSB, PSC e DC, somente três siglas elegeram nomes para a Assembleia. A legenda pedetista elegeu 13 deputados (Evandro Leitão, Sérgio Aguiar, Romeu Aldigueri, Cláudio Pinho, Osmar Baquit, Guilherme Landim, Marcos Sobreira, Jeová Mota, Antônio Henrique, Lia Gomes, Queiroz Filho, Oriel Filho e Salmito), enquanto que o PSD atuará com três nomes na Casa (Gabriella Aguiar, Lucilvio Girão e Fernando Hug) e o PMN com um, Lucinildo Frota.

Mesmo assim, há possibilidades da coligação adversária se alinhar a Elmano, visto que pedetistas estão inseridos na gestão de Izolda Cela (sem partido), assim como muitos destes demonstraram apoio e gratidão ao agora Ministro da Educação (MEC) Camilo Santana (PT), eleito senador e ex-governador do Ceara.

SUPLENTES NA ALECE
Dentre os deputados que deixam a titularidade de seus mandatos para o pleito deste ano, há os que concorreram a outro cargo e não foram eleitos; os que não lançaram candidatura para emplacar um familiar; os que conseguiram ter um desempenho melhor nas urnas, mas não atingiram o quociente partidário para garantir a titularidade; e os que perderam capital político de votos.

Sendo o segundo suplente do PDT na Assembleia, o deputado Antônio Granja afirmou que deve continuar com a atuação política e espera assumir um mandato em 2023. Ele é um dos suplentes que deve voltar em breve ao Parlamento Estadual, tendo em vista que articulações no PDT para retomar a aliança com o PT no Governo do Estado incluem o chamamento de titulares para a composição do Governo.

Outro parlamentar do PDT que deve voltar aos corredores da Assembleia ainda no início da próxima legislatura é Bruno Pedrosa, que ficou na 1ª suplência da legenda na Casa. Ainda em dezembro, Elmano anunciou o nome do deputado Salmito Filho (PDT) para chefiar a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE). Reeleito como deputado, Salmito deve tomar posse também em fevereiro e se licenciar logo em seguida para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Por isso, Bruno Pedrosa já é convocado para assumir a vaga.

Mais um exemplo de parlamentar que deixam a Assembleia Legislativa é Tin Gomes (PDT). O pedetista que estava como titular desde que foi eleito nas eleições de 2010, não foi expressivo ao longo do tempo. O motivo? O parlamentar ficou na suplência da sigla após ter poucos votos entre 2018 e 2022. Na última eleição, ele obteve 35.075 votos, enquanto em 2018 conquistou 53.050.