Menu

Ao assumir ministério, Renan Filho afirma que criou secretaria voltada ao transporte ferroviário

Posse de Renan Filho, em Brasília (Foto Kelly Hekally)

Kelly Hekally
DE BRASÍLIA
kelly.hekally@opiniaoce.com.br

Governador de Alagoas por quase oito anos e senador diplomado em 2022, Renan Filho (MDB) assumiu ao final da manhã desta terça-feira, 3, o posto de ministro dos Transportes.

Na cerimônia que ocorreu na sede da pasta federal, localizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o gestor afirmou também que no último dia 1º, data em que foi nomeado por Lula (PT) para ocupar o posto, foi criada uma secretaria para tratar sobre o transporte ferroviário no país e sinalizou que o tema será prioridade de sua gestão, com a revisão do Marco Regulatório das Ferrovias, discutido ano passado no Congresso Nacional.

“Vou apresentar em no máximo 15 dias um plano de ações para os primeiros 100 dias de governo”, declarou. Em sua fala de cerca de 20 minutos, o ministro fez críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobretudo da perspectiva de verbas destinadas à pasta, que cuidará na gestão Lula de rodovias e ferrovias.

Na solenidade, que contou com a participação de autoridades de seu partido, o alagoano apresentou, ainda, dados de um levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) que aponta que 60% das rodovias do Brasil são consideradas de má-qualidade, em tipificações diversas – péssima, ruim etc.

Ainda na cerimônia, Renan Filho disse que a iniciativa privada terá forte atuação na reordenação da malha brasileira de deslocamento e que a prioridade de investimentos em rodovias será para unidades federativas que estão com estradas em nível mais crítico. O ministro não citou o nome de nenhum estado ou cidade que estejam nesse patamar.

PRESENÇAS E AÇÕES
O pronunciamento de Renan Filho foi iniciado com saudações aos presentes: seu pai, o senador Renan Calheiros; a senadora e ministra Simone Tebet; Baleia Rossi, presidente do nacional do MDB; Veneziano Vital, vice-presidente do Senado; José Sarney, ex-presidente do Brasil; e Isnaldo Bulhões, líder do MDB na Câmara, dentre outros nomes.

Todos são correligionários do ministro, que agradeceu ainda “a confiança do presidente Lula” e repetiu mais de uma vez que “o Brasil está de volta.” Na solenidade, o gestor citou também ações ligadas à ampliação da malha rodoviária de seu estado enquanto foi governador.