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Em funeral, familiares, fãs e autoridades prestam última homenagem ao Rei Pelé

Foto: Reprodução

Em Santos (SP), o velório de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, começou às 10h desta segunda-feira, 2. O ex-jogador está sendo velado no Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, do Santos Futebol Clube, onde brilhou como jogador entre 1956 e 1974. A cerimônia segue até às 10h de terça-feira, 3, e é aberta ao público.

Antes mesmo do início do funeral, centenas de pessoas já aguardavam a abertura dos portões nas imediações da Vila Belmiro. Em varais nos arredores do estádio, ambulantes vendiam camisas do Santos e da seleção brasileira, com o nome “Pelé” e o número 10 às costas. A ocasião reuniu fãs de diversos lugares do país, como o servidor público federal Ênio Rochembach que, de Porto Alegre, levou o filho Daniel para prestarem uma última homenagem ao Rei do Futebol.

“É um momento que ele [Daniel] terá como eterno, para sempre se lembrará que esteve aqui com o pai. O Pelé nos deu tantos anos de alegria, que passar um dia na estrada e mais quatro, cinco horas na fila, não é nada”, afirmou Ênio.

Também no velório, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley Teixeira, classificou como “divisor de águas” a atuação de Pelé à frente do Ministério do Esporte, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Entre 1995 a 1998 [período em que Pelé foi ministro] foi criada a Lei Pelé, que abriu as portas para o esporte estar como está hoje: com verbas oriundas das apostas da Loteria Federal, isso realmente é um divisor de águas para o esporte olímpico brasileiro”, disse Teixeira.

Sendo uma das primeiras autoridades a chegar ao velório, Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), enalteceu o legado deixado pelo Rei do Futebol: “Pelé tinha o dom dos maiores de todos os tempos, algo que poucas pessoas no mundo têm. Um dom de tocar os corações e as emoções das pessoas”, declarou.

Após o velório, será realizado um cortejo pelas ruas de Santos, que passará pela Avenida Coronel Joaquim Montenegro, onde vive a mãe de Pelé. De lá, o corpo do camisa 10 será levado ao Memorial Necrópole Ecumênica, para sepultamento às 12h, em cerimônia restrita aos familiares.

As informações são da Agência Brasil.