Menu

Ibaneis Rocha e Flávio Dino garantem todo efetivo da PM durante a posse de Lula

Foto: Renato Alves

Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, disse ontem, 27, que a Secretaria de Segurança Pública negocia com o Exército para acelerar a desmobilização de acampamentos instalados em frente ao Quartel-General em Brasília.

Segundo ele, cerca de 40 barracas já foram retiradas e a expectativa do governo é que, até o próximo domingo, 1° de janeiro, dia da posse presidencial, haja uma redução na quantidade de manifestantes que rejeitam os resultados das eleições de outubro e permanecem no local. “A gente espera que essa desmobilização ocorra de forma natural.”

Em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti, o chefe do Executivo local destacou que todo o efetivo da Polícia Militar do Distrito Federal estará em condições para atuar na cerimônia de posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Ibaneis disse que haverá ainda apoio por parte da Polícia Civil, de forma infiltrada, sobretudo, devido aos “últimos acontecimentos”, referindo-se à tentativa de explosão de uma bomba no Aeroporto Internacional de Brasília no último sábado, 24, véspera de Natal.

O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, participou da reunião com o governador do Distrito Federal acompanhado do também futuro ministro da Defesa, José Múcio, e comemorou o resultado do encontro.

“Obtivemos esse compromisso no sentido de que haverá uma mobilização integral, de 100% do efetivo da polícia militar, da polícia civil e do corpo de bombeiros para garantir segurança não só ao presidente da República e às delegações estrangeiras, mas às pessoas que irão participar do evento.”

De acordo com Dino, não há, até o presente momento, nenhum tipo de alteração no roteiro da cerimônia de posse presidencial. “Está mantido o roteiro desde a catedral”, disse, ponderando que todo planejamento para grandes eventos envolve alternativas e funciona de forma dinâmica.

Questionado se Lula vai desfilar em carro aberto, por exemplo, ele frisou que a decisão será tomada apenas no dia 1° e que, além da segurança, deve considerar outros fatores como a situação climática na capital federal durante o evento.