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Minimercados em condomínios faturam até R$ 10 mil por mês

Foto: Beatriz Boblitz

As pequenas mercearias com autoatendimento chegaram a condomínios residenciais de Fortaleza em 2020 como uma alternativa em meio ao isolamento social. Dois anos depois, já com a retomada das atividades presenciais consolidada, esses equipamentos continuam em plena atividade nos edifícios em Fortaleza, faturando até R$ 10 mil por mês, e em um número cada vez maior de endereços por servirem como ponto de apoio para moradores que necessitam comprar produtos de consumo rápido, como salgadinhos, refrigerantes, cervejas e produtos de limpeza.

No Edifício Terra Brasilis, localizado no bairro Meireles, por exemplo, a comodidade de um minimercado a poucos andares de distância foi decisivo para o advogado Kepler Silveira, síndico do prédio. “Já era uma vontade grande minha de introduzir esses minimercados aqui no meu prédio. Dois anos atrás eu tomei conhecimento desse tipo de serviço em São Paulo ainda, mas nunca tinha visto em Fortaleza. Me tornei síndico e fechei com a InHouse Market.”

A grande maioria dos moradores do Terra Brasilis achou interessante a ideia, segundo o síndico, mas teve uma parcela que foi contra porque eles achava que era um mercadinho aberto, mas não era o caso. Depois de uma votação em assembleia com mais de 50 pessoas, o espaço foi instalado. Em todo o Brasil, a InHouse Market tem mais de 450 lojas, 200 mil clientes servidos em mais de 80 cidades brasileiras.

Questionado sobre interferir no preço do condomínio, Kepler afirma que não mudou nada. “Não interfere na taxa de condomínio, não mudou nada. O faturamento, no entanto, é diferente. O condomínio recebe cerca de 5% do faturamento mensal do InHouse Market. Eles nos enviam um documento com o faturamento do mês e, em seguida, enviam 5% desse valor, considerada uma receita do condomínio. No mês, é faturado cerca de R$ 10 mil”, revela o advogado.

Mesmo com os custos de energia dos freezers do mercado, é possível pagar a energia e ainda sobrar algum dinheiro pelos cálculos de Kepler. O condomínio recebeu o minimercado este ano. Sobre a frequência de consumo, o síndico diz que utiliza uma vez por semana, mas já teve relatos de moradores que estão indo ao espaço todos os dias. “Se acostumaram com o serviço e deixaram de ir mais ao supermercado. É bem mais cômodo pegar o elevador, descer e pegar o produto, que tem praticamente o mesmo preço do supermercado. Eu recomendo.”

PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS
Professor de inglês, Ricardo Ítalo opina que há pontos positivos e negativos com esses modelos de mercearia “dentro de casa.” As vantagens, para o professor, estão na comodidade de se está em casa e poder fazer uma compra rápida e poder comprar algo pontualmente. “A desvantagem é que se gasta mais e não é tão viável financeiramente fazer isso com frequência. Também considero uma falta de planejamento. Se fosse para pontuar uma melhora, eu diria que eles poderiam melhorar as ofertas dos produtos. Geralmente, eu compro cervejas, salgadinho, biscoito e produtos de limpeza”, explicou o condômino, que mora num prédio localizado também no Meireles.

Os minimercados são baseados no modelo de Honest Market, em que o cliente possui total autonomia para realizar sua compra. O consumidor deve escolher o item, escanear no leitor do código de barras do totem e efetuar o pagamento. O estabelecimento funciona em tempo integral durante toda a semana e oferece mercadorias de primeira necessidade.

INÍCIO E USABILIDADE
A empresa nasceu em Fortaleza em maio de 2020, no auge da pandemia, com a ideia de dois empreendedores de trazer minimercados digitais e autônomos para dentro dos condomínios funcionando 24 horas por dia. De forma prática, o condômino vai até o local, escolhe o produto que desejar e paga diretamente via aplicativo. Sem atendimento ou caixa.

O minimercado em questão é uma das mais de 100 unidades da InHouse Market espalhadas pela Capital. Cerca de 95% delas presentes em condomínios residenciais. A empresa adentrou esses espaços em 2020, no começo da pandemia da covid-19, quando ainda havia o isolamento social e lockdowns.

Os futuros licenciados, de acordo com o site oficial do mercado, precisam investir inicialmente em torno de R$ 27 mil, com um faturamento anual esperado de R$ 120 mil a R$ 180 mil por loja.

Nesses minimercados, instalado em áreas comuns de condomínios residenciais, o condômino escolhe um produto, passa o código de barras pelo leitor e pode fazer o pagamento em uma máquina de cartão disponível no local ou ainda pelo aplicativo.