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Ministérios de Lula estão divididos entre PT, aliados e nomes técnicos

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A menos de 10 dias para dar início ao novo mandato, Lula (PT), presidente eleito e diplomado, ainda não tem a Esplanada dos Ministérios completa. Até o momento, dos 37 ministérios a serem contemplados pelo governo de Lula, 21 apresentam ministros já indicados. Os demais 16 ministros a serem anunciados seguem em negociações, principalmente, entre os líderes dos partidos de centro.

Dentre os 21 ministros anunciados estão nomes do PT, nomes técnicos e autoridades de partidos apoiadores da campanha do presidente desde o começo das eleições de 2022. A distribuição foi feita da seguinte forma: oito nomes técnicos, sete do PT e seis de partidos apoiadores.

Apesar de cumprir a fala de que entregaria ministérios aos partidos aliados, escolhas anunciadas pelo futuro presidente surpreenderam, como, por exemplo, a titularidade do Ministério da Indústria e do Comércio, cobiçado pelo União Brasil, para Geraldo Alckmin (PSB). No início da transição de governo, Lula havia sinalizado que Alckmin não seria ministro, embora estivesse chefiando a transição. A senadora Simone Tebet (MDB), que visava ao Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), não foi anunciada em um dos cargos até o momento, assim como a deputada eleita Marina Silva (Rede).

Com objetivo de acomodar as duas aliadas estratégicas na disputa eleitoral deste ano, Lula retomou o projeto de criar o posto de Autoridade para Mudanças Climáticas, abandonado pelo governo de transição.

A expectativa é de que, consolidado o novo ministério, Marina assuma a função de ministra e Simone Tebet fique com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) pela cota do MDB, por intermédio de Baleia Rossi, presidente da sigla. Com a confirmação de Camilo Santana (PT), senador diplomado do Ceará, como ministro da Educação, a governadora Izolda Cela (sem partido) sinalizou que assumirá a Secretaria Nacional de Educação Básica da pasta, ao lado do ex-governador. Cela disse que recebeu convite tanto de Camilo como do presidente Lula.

NOMES TÉCNICOS
Atual presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade foi um dos destaques entre as indicações de nomes técnicos. Anunciada como ministra da Saúde, Nísia será a primeira mulher a assumir o cargo, assim como foi a primeira mulher eleita presidente na história da Fiocruz.

Contou a favor de Nísia a atuação desempenhada durante o combate à pandemia, em que esteve à frente da Fiocruz.
Partidos como PDT e União Brasil, aliados ao PT durante a campanha eleitoral de 2022, seguem sem ter representantes indicados à Esplanada dos Ministérios e aguardam ser acomodados entre os 16 ministérios restantes. Os próximos anúncios devem ser feitos até a próxima terça-feira, 27, por Lula.

FUTUROS MINISTROS
PT: Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Márcio Macedo (Secretaria-Geral), Camilo Santana (Educação), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Luiz Marinho (Trabalho), Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil).

Técnicos: Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Nísia Trindade (Saúde), Esther Dweck (Gestão), Cida Gonçalves (Mulheres), Silvio Almeida (Direitos Humanos), Vinícius Carvalho (Controladoria-Geral da União), Mauro Vieira (Relações Internacionais) e Margareth Menezes (Cultura).

Partidos aliados: Márcio França do PSB (Portos e Aeroportos), Luciana Santos do PCdoB (Ciência e Tecnologia), Anielle Franco do PSOL (Igualdade Racial), Flávio Dino do PSB (Justiça e Segurança Pública), Geraldo Alckmin do PSB (Indústria e Comércio) e José Múcio (Defesa).