A expectativa para que o senador diplomado Camilo Santana (PT) assuma o Ministério da Educação do governo Lula (PT) cresce com o anúncio do próximo grupo de ministros se aproximando.
No último sábado, 17, o futuro ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), revelou que o governo Lula contará com 37 ministérios. Segundo Rui Costa adiantou, logo após a divulgação do organograma final da nova gestão, os ocupantes das pastas que ainda não tiveram titulares anunciados serão publicizados.
Prometido ao Ceará, o Ministério da Educação deverá ter Camilo Santana na chefia e a atual governadora Izolda Cela como secretária de Educação Básica. Os novos arranjos que estão sendo promovidos pela futura gestão podem permitir que os dois ocupem cargo no primeiro escalão do governo pela ampliação de ministérios e cargos.
Ao OPINIÃO CE, o deputado federal José Guimarães (PT), vice-presidente nacional do partido, afirmou que “está muito consolidada a ideia de que os dois dirijam o Ministério da Educação.” “Camilo ministro e Izolda uma espécie de vice-ministra, secretária nacional da Educação Básica”, disse.
Camilo esteve em reunião com Lula na semana passada, mais precisamente na segunda-feira (12), quando recebeu convite oficial para assumir a pasta, e retornou a Brasília nesta última segunda, 19, na expectativa de já ser anunciado.
O senador eleito foi diplomado na última sexta-feira, 16, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), mas não se pronunciou sobre o assunto na ocasião. A governadora Izolda, que também esteve presente na cerimônia, não falou com a imprensa.
Inicialmente cotada para assumir o cargo pelo seu histórico na educação, o nome de Izolda não foi aceito . Segundo José Guimarães, “o que houve foi a percepção de que é preciso botar no MEC pessoas com experiência política e experiência técnica.” “Então nós unimos as duas, Camilo e Izolda”, concluiu.
Informações de bastidores, contudo, dão conta de que houve resistência pelo fato da governadora não ser filiada ao Partido dos Trabalhadores. Em paralelo, o interesse de Camilo não seria o MEC, e sim os ministérios de Desenvolvimento Regional ou Cidades. Todavia, para não perder a cadeira do Ceará, ele deve ficar com a pasta da Educação.
Para formar resistência, uma ala do PT nacional lançou o nome de Reginaldo Lopes, líder da sigla na Câmara dos Deputados, ao cargo de ministro da Educação. O parlamentar, que abriu mão de concorrer ao Senado a fim de que o PT pudesse consolidar aliança com PSD em Minas Gerais, estava na expectativa de ser nomeado, informou à reportagem no dia da diplomação de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
(Colaborou Kelly Hekally/De Brasília)
