O ministro Marcelo Queiroga realizou nesta última quinta-feira, 15, em Fortaleza um de seus últimos atos à frente do Ministério da Saúde: inaugurou a nova sede da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde. O paraibano foi o quarto ministro durante a pandemia do novo coronavírus e o mais duradouro da gestão de Jair Bolsonaro (PL) no período, e vai deixar a pasta no próximo dia 31. O nome do novo gestor ainda não foi anunciado. Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira se cacifa para indicar o próximo ministro.
No evento na Capital, quando questionado sobre falas de ingrantes da equipe de transição do governo eleito Lula (PT)-Alckmin (PSB) acerca de um desmonte no Plano Nacional de Imunização (PNI) sob a gestão de Queigora, o médico afirmou que o apontamento “de que o Programa Nacional de Imunização está destruído não passa de conversa fiada. De conversa mole de quem quer enganar o povo brasileiro.” O PNI está vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Vice-presidente diplomado, Geraldo Alckmin apontou durante os trabalhos da transição no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) – que chegaram ao fim na última terça-feira (13) – que objetiva realizar uma ampla campanha de vacinação no Brasil, começando em 2023, para reforçar a imunização em todo país.
“Nossa Superintendência [no Ceará] está junto com a Receita Federal. Isto simboliza claramente que os recursos para financiar o SUS vem dos impostos do povo. Esses impostos têm que ser aplicados de maneira apropriada,” agumentou o ministro. Marcelo Queiroga, cardiologista, protagonizou o período mais delicado da saúde pública do Brasil, e do mundo, desde o início do século XX, a pandemia provocada pelo novo coronavírus.
O gestor reiterou falas do presidente Bolsonaro, ao defender a liberdade de deslocamento durante as ondas de covid-19, direito previsto na Constituição Federal de 1988 (CF 88) que, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em nome da saúde coletiva, foi reduzido, a pedido de governadores e entidades de saúde.
O médico chegou também a protelar o início da vacinação infantil contra a doença, apesar da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cenário que foi também levado ao STF. Antes de Marcelo Queiroga, Henrique Mandetta (União Brasil), Nelson Teich e Eduardo Pazuello (PL) ocuparam o posto.
O primeiro iniciou a atual gestão como ministro, mas foi retirado após discordâncias com Bolsonaro. Deputado federal eleito, Pazuello substitui Teich – que não concordou com a administação do chamado kit covid para a doença – e foi retirado do Ministério da Saúde após exigências do Centrão, que não concordava com a postura do aliado de Bolsonaro no controle da pandemia.
