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Valendo vaga na final da Copa, França e Marrocos se enfrentam nesta quarta-feira (14)

Foto: Reprodução/Facebook

França e Marrocos jogam nesta quarta-feira, 14, às 16 horas, pelas semifinais da Copa do Mundo de 2022 no Estádio Al Bayt, na cidade de Al Khor-QAT. A partida marca o duelo entre uma das principais seleções da história do futebol contra um time que está escrevendo seu nome com uma campanha histórica.

Os franceses disputam sua sétima semifinal de Copa do Mundo, podendo chegar na sua quarta final – venceram em 1998 e 2018 e perderam em 2006. Em contrapartida, Marrocos está disputando sua primeira semifinal, em apenas sua quinta participação no torneio. O feito aumenta, pois é a primeira seleção africana a chegar nesta fase da Copa. Antes disso, Camarões (1990), Senegal (2002) e Gana (2010) bateram na trave nas quartas de final.

CAMINHO ATÉ A SEMI

A França se classificou em primeiro lugar no Grupo D, que também tinha Austrália, Dinamarca e Tunísia. Os “Les Bleus” venceram os dois primeiros por 4 a 1 e 2 a 1, respectivamente, e perderam por 1 a 0 para os tunisianos na última rodada, quando já estavam classificados.

No mata-mata, o time europeu passou sem sustos pela Polônia, por 3 a 1, em uma atuação de gala de Kylian Mbappé. Nas quartas de final, a equipe protagonizou um grande duelo contra a Inglaterra e venceu por 2 a 1. Marrocos também terminou em primeiro no seu Grupo F, que tinha Croácia, Bélgica e Canadá. A seleção africana empatou o primeiro jogo com os também semifinalistas croatas em 0 a 0.

Depois, venceu a favorita Bélgica por 2 a 0 e o Canadá por 2 a 1. Nas oitavas de final, o time empatou sem gols com a Espanha. Nos pênaltis, brilhou a estrela do goleiro Bono, que pegou duas cobranças e classificou a equipe para a próxima fase. Nas quartas, o destemido time venceu Portugal por 1 a 0 e conquistou a maior façanha de uma seleção da África nas Copas.

Atual campeã, a França já chegou no Catar como uma das favoritas ao título. No entanto, o time comandado por Didier Deschamps sofreu com uma verdadeira “onda de azar”, e perdeu sete jogadores antes do torneio: Mike Maignan (goleiro), Presnel Kimpembe (zagueiro), Boubacar Kamara (meia), N’Golo Kanté (meia), Paul Pogba (meia), Christopher Nkunku (atacante) e o principal jogador e atual Bola de Ouro, Karim Benzema (atacante).

Para completar, o lateral Lucas Hernandez, então titular, rompeu o ligamento do joelho durante a primeira partida do Mundial, contra a Austrália, e também ficou de fora do restante da competição. No entanto, o time francês não sentiu a ausência do alto número de desfalques. Os atletas que substituíram os jogadores lesionados fazem grande torneio, como Dayot Upamecano na zaga, Theo Hernandez (irmão de Lucas) na lateral, Rabiot e Tchouaméni no meio campo e Olivier Giroud no ataque.

Mbappe é o grande nome da seleção e talvez da Copa do Mundo. Com cinco gols, o camisa 10 da França é o artilheiro da competição e faz um torneio ainda melhor que o de 2018. Assim como ele, Griezmann também tendo grandes atuações com a camisa azul. Apesar de ainda não ter marcado um gol, o camisa 7 tem três assistências (líder do torneio nesse quesito) e é essencial para o funcionamento do time.

Além dos dois destaques, Giroud conseguiu substituir Benzema melhor do que os holofotes falavam. Após passar em branco em 2018 e ser bastante criticado, o camisa 9 marcou quatro gols na Copa do Catar, entre eles o gol que classificou a equipe para as semifinais.

Para o jogo decisivo desta tarde, Deschamps terá toda a base do seu elenco no torneio à disposição. Apenas Lucas Hernandez e Benzema, que não jogam mais a Copa, estão de fora.

MARROCOS

O time marroquino chegou sem nenhum holofote para esta Copa. Antes do Mundial, a federação de futebol do país decidiu trocar o comando técnico. Vahid Halilhodžić, que classificou a equipe para o Mundial, foi demitido ainda este ano, pois tinha conflitos com as estrelas do time, Hakimi e Ziyech – este sequer era convocado mais. Em 31 de agosto deste ano, Walid Regragui foi anunciado como novo treinador e com a missão de reorganizar o elenco de Marrocos.

A seleção passou a contar com o que tem de melhor. O time joga em um 4-3-3, tendo atletas que disputam as principais ligas de futebol do mundo. Os laterais Hakimi e Mazraoui jogam em grandes clubes europeus, Paris Saint Germain e Bayern de Munique, respectivamente, enquanto Ziyech é meia do Chelsea. Bono e En-Nesyri jogam no Sevilla, da Espanha, Aguerd no West Ham, da Inglaterra, e Amrabat é volante da Fiorentina, da Itália. Outros jogadores de clubes menos badalados também se destacam nessa Copa, como Ounahi e Boufal do Angers, da França, e Saiss do Besiktas, da Turquia.

Diferente da França, a força de Marrocos não fica na individualidade dos seus jogadores, mas no funcionamento coletivo. A seleção possui a melhor defesa da Copa, com apenas um gol sofrido. A solidez defensiva é um ponto importante para encarar o poderoso ataque francês, que já marcou 11 gols no torneio.

Logo mais, contra a França, a dupla de zaga formada por Aguerd e Saiss é dúvida, pois se encontram no departamento médico, assim como o lateral Mazraoui. O atacante reserva Cheddira está suspenso após ser expulso contra Portugal e é desfalque certo para o jogo.

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