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Com Haddad, Rui Costa e Múcio, Lula anuncia cinco primeiros ministros de seu Governo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente eleito Luiz Inácio Lula (PT) apresenta nesta sexta-feira, 8, os primeiros nomes de sua equipe ministerial. O presidente assume a faixa a partir de 1º de janeiro. Lula convocou jornalistas para declaração no Centro Cultural do Banco do Nordeste, em Brasília. Anteriormente, o petista havia afirmado que só tornaria pública a lista após sua diplomação, que acontece na próxima segunda-feira, 12, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas resolveu antecipar o anúncio para ‘pacificar’ os ânimos.

Pela tarde, Lula deve se encontrar com os chefes das Forças Armadas, segundo anunciou o presidente eleito. Confira os nomes anunciados por Lula:

  • Fernando Haddad – Fazenda
  • Rui Costa – Casa Civil
  • José Múcio – Defesa
  • Flávio Dino – Justiça
  • Mauro Vieira – Relações Exteriores

Também era aguardada a indicação de Marina Silva para o Ministério do Meio Ambiente, o que não foi adiantado nesta sexta-feira. Lula esclareceu, no entanto, que, a partir da próxima semana, deverá anunciar novos nomes. Para o Ministério da Defesa, o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, também vice-presidente do TSE, chegou a ser articulado, mas os diálogos não avançaram. “Quando se monta governo é, obviamente, olhando para o conjunto da sociedade brasileira, a diversidade da sociedade brasileira“, afirmou.

“Teremos outros ministérios e vocês vão ver que nós vamos colocar muita gente, vai ter mulher, vai ter homem, terão negros, índios, ou seja, nós vamos tentar montar um governo que seja aquele da sociedade brasileira na sua total plenitude“, garantiu.

Outros nomes

De acordo com Lula, os próximos nomes para os ministérios serão revelados a partir da próxima semana. O próximo anúncio, segundo o presidente eleito, deve ter ao menos o dobro dos cinco futuros ministros apresentados hoje. “Precisamos definir a quantidade de ministérios e quantidade de secretarias”, afirmou. Conforme Lula, no domingo, 11, deverá haver uma reunião para detalhar e determinar essas quantidades. “Na segunda-feira, 12, depois da diplomação, vou determinar a montagem do nosso governo e nos preparar para, no dia 1º, começar a governar esse País“.

Questionado sobre a composição das Forças Armadas e Polícia Federal, Lula informou que os ministros indicados tratarão do tema. Flávio Dino, da Defesa, adiantou o nome do delegado Andrei Rodrigues para a Polícia Federal, com aval de Lula. O ex-governador do Maranhão apontou a necessecidade de “restauração da plena autoridade e legalidade das polícias, experiência profissional comprovada, inclusive, na Amazônia brasileira“, como pontos considerados na escolha.

Andrei Rodrigues. Foto: Reprodução

E o delegado participou do principal, do diálogo com estados e municípios, participou da preparação da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Ele tem capacidade de liderar os contingentes, fazendo com que disciplina e hierarquia voltem a ser a norma“, afirmou.

Transição

Antes da fala de Lula, o vice-presidente eleito e coordenador da transição, Geraldo Alckmin (PSB), destacou os principais pontos do período da transição, que deve ser encerrada na próxima terça-feira, 13. “Tivemos uma transição bastante democrática e transparente e com um forte viés técnico no sentido de número, dados, levantamentos para o trabalho. Nós tivemos 32 grupos técnicos“, destacou, frisando que a maior parte dos participantes foram voluntários.

Lula, por sua vez, apontou a transição como “a mais democrática feita na história das transições” e criticou pontos do atual governo de Jair Bolsonaro (PL).

Foto: Reprodução

“É muito importante que vocês tenham claro que, quando a transição terminar, vamos tentar, com a maior seriedade, com a maior sobriedade, apresentar para a sociedade brasileira o que nós encontramos como resultado do atual Governo. Vamos mostrar, sem precisar fazer um show de pirotecnia, não queremos isso. O que nós queremos é que a sociedade brasileira saiba corretamente como é que está a saúde. como está a educação, como é que está o SUS, como é que está a área da tecnologia, como está a situação dos aposentados, dos trabalhadores”, disse o presidente eleito.

“Temos consciência de que o atual Governo é um governo com o corpo muito grande e a cabeça muito pequena. Ou seja, é um governo que não preparou a administração desse País, que preferiu falar e falar e não conseguiu resolver os problemas”.

Sobre a chamada ‘PEC da Transição’, aprovada no Senado Federal nesta semana e que será analisada na Câmara dos Deputados, Lula mostrou confiança.

Izolda na Educação?

O nome da governadora do Ceará, Izolda Cela (sem partido), é um dos avaliados para a titularidade do Ministério da Educação. Um embróglio, porém, pode atrapalhar uma eventual nomeação, após uma ala interna do PT, na área temática, ter decidido lançar nome próprio para a pasta, o de Reginaldo Lopes, deputado federal reeleito e líder do partido na Câmara.

Segundo fontes da sigla na Casa, apurou o OPINIÃO CE, o setorial de educação entendeu que o controle da área, a nível federal, deveria ser do PT, fazendo com que um candidato correligionário tivesse seu nome exposto. A escolha, contudo, vai depender exclusivamente de Lula, afirmou uma das fontes.

Lula é lulista. As decisões dele são acolhidas pelo partido. As negociações caminham diante dos diálogos realizados no período eleitoral“, afirmou um das fontes.

Outro nome cogitado para ocupar espaço na Administração Federal é o do senador eleito Camilo Santana (PT), cotado para Desenvolvimento Regional. Há contudo a avaliação da cúpula da sigla de que é necessário estabelecer o fortalecimento do partido dentro do Senado, cuja configuração mudará radicalmente ano que vem, quando PL e União Brasil passam a ser as duas maiores legendas da Casa, espaços ocupados por MDB e PSD. Há ainda a saída do atual líder do PT no Senado, Paulo Rocha, aumentando a importância de uma bancada precise ser robusta no local.

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