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Após anunciar governo de exceção, presidente do Peru é destituído e preso

Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira, 7, o presidente do Peru, Pedro Castillo, anunciou a dissolução temporária do Congresso do país. O comunicado foi feito quando faltavam algumas horas para que Castillo enfrentasse a terceira tentativa de destituição promovida por parlamentares da oposição. Ao comunicar que seria estabelecido um ‘governo de exceção’, o presidente disse que o atual modelo econômico do país seria respeitado durante o “intervalo” do fechamento do Congresso.

Pedro Castillo, no entanto, foi destituído e preso logo depois do comunicado por “incapacidade moral”, segundo o Congresso. A destituição foi aprovada por 101 votos de um total de 130 congressistas. A votação aconteceu na sede do Parlamento e foi transmitida ao vivo pela televisão peruana. Horas antes, a procuradora-geral, Patricia Benavides, reagiu imediatamente aos anúncios de Castillo expressando sua ejeição “qualquer violação da ordem constitucional”.

Comunicado

Em comunicado, mais cedo, o presidente disse que a decisão “prestava atenção às reclamações dos cidadãos por todo o país”. Após as falas, vários parlamentares de oposição também consideraram a decisão de Pedro como uma violação da constituição e chamaram as Forças Armadas para “restabelecer a ordem constitucional”.

Após o parecer de Castillo, os ministros de Economia e Relações Exteriores renunciaram ao cargo, por meio de anúncio no Twitter: “Com apego rígido às minhas convicções e valores democráticos e constitucionais, decidi renunciar de maneira irrevogável ao cargo de ministro de Relações Exteriores”, expressou o agora ex-chanceler César Landa.

Pedro Castillo foi convocado ao Congresso às 15h, no horário local, com a finalidade de responder a acusações de “incapacidade moral permanente” para governar, visto que o presidente está envolvido em investigações e denúncias de suposta corrupção.

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