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Fortalezenses definem 2022 como desafiador e dizem que a Copa tem sido um alento

Foto: Beatriz Boblitz

O ano de 2022 se aproxima do fim, e fortalezenses já fazem suas reflexões acerca dos últimos 11 meses. Pandemia, eleições, Copa do Mundo: como esses aspectos, por exemplo, influenciaram a vida no passar dos dias? O que os cidadãos de Fortaleza tiraram de aprendizado e quais são suas expectativas para o próximo ano?

Para Márcia Souto, de 51 anos e moradora do bairro Messejana, o seu maior ensinamento foi se tornar resiliente por saber que nem sempre as coisas saem como planejado ou esperado. Apesar da pandemia ter mostrado que não é possível prever o amanhã, Márcia diz estar confiante em que dias melhores estão por vir.

“Creio que a crise mundial de saúde ensinou muito sobre isso, mas, graças a Deus, temos visto as coisas voltando ao normal, mesmo que de maneira lenta e gradual.” Márcia também expressa sua insatisfação em relação à política de 2022 e explica que, a seu ver, a Copa do Catar tem se tornado um instrumento de relaxamento a esta altura do ano.

“Para mim, a escolha da maior parte da população brasileira nas eleições foi uma surpresa ruim, devido ao histórico do agora presidente eleito Lula. Em contrapartida, acredito que a Copa veio para dar uma amenizada nas lutas, dificuldades e desafios que todos enfrentamos no ano de 2022, nos fazendo desopilar e trazendo uma alegria a mais para o Brasil.”

Não muito diferente de Márcia, o morador do Maracanaú, Natan da Silva, de 25 anos, relata estar bastante feliz com o avanço da seleção brasileira e que tem gostado da união proporcionada pelo Mundial. “A Copa tem sido boa para que a gente possa descontrair um pouco do clima de divisão que as eleições deixaram”, destaca ao se referir às discussões a respeito da política no decorrer do ano que, por várias vezes, levaram desarmonia a muitas famílias.

Embora permaneça otimista em relação ao final do ano, Natan, como outros fortalezenses, apresenta uma principal insatisfação ainda como consequência da pandemia: a falta de emprego. “A pandemia realmente teve uma queda durante 2022, mas algumas sequelas da crise seguem bem claras para mim. Atualmente, para que eu consiga pagar minha faculdade, trabalho como vendedor ambulante porque ainda não consegui um emprego formal. Fiz algumas entrevistas durante este ano, mas infelizmente não tive nenhum retorno positivo.”

Como votos finais, o morador de Maracanaú deseja que as coisas só melhorem daqui para frente e que, principalmente, as pessoas possam se “ajudar umas as outras ao invés de apenas discutir e brigar entre si.”

“TEM MELHORADO”
Para Raimundo Cordeiro Dias de 73 anos, o Brasil tem se recuperado a cada mês. O morador do Conjunto Jereissati, em Pacatuba, se alegra e se diz grato por ter conseguido superar as dificuldades que o ano de 2022 apresentou. Raimundo também afirma ter esperança de que as taxas de covid-19 não subam durante o fim do ano. “Espero que as taxas da covid-19 não subam com as festas de final de ano e que as pessoas continuem se cuidando.” Como aposentado, o senhor de 73 anos apresenta um desejo comum para o próximo ano entre os fortalezenses e brasileiros: “Meu desejo para 2023 é que a economia melhore e se ajuste novamente, principalmente para aqueles que ficaram endividados durante o período da pandemia e para os aposentados como eu.”

O comerciante José Osmar Gomes, de 52 anos, expressa sua satisfação com o resultado das urnas em 2022 e se mostra esperançoso com o governo que se inicia no próximo ano. “Acredito que muita coisa já esteja melhorando e espero que continue assim, principalmente agora com o Lula no poder”, diz José Osmar em meio aos sorrisos.

Além disso, o comerciante expõe sua percepção da mudança no fluxo comercial entre 2022 e os dois últimos anos anteriores. “Infelizmente, o comércio foi bastante afetado com a pandemia, muitas lojas foram fechadas, mas eu já tenho visto a diferença na movimentação de como era antes e como está sendo agora: mais pessoas circulando e mais alegria no comércio.”

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