A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica em que o sistema imunológico agride os neurônios, afetando a estrutura e o funcionamento dessas células que são essenciais para o bom funcionamento do corpo humano. No Brasil, a estimativa do Ministério da Saúde é de que cerca de 35 mil pessoas convivam, atualmente, com a patologia. Mulheres na faixa etária entre 20 e 40 anos são o público mais atingido.
No último sábado, 3, o assunto voltou à tona após a cantora Anitta revelar que foi diagnosticada com Epstein-Barr, vírus causador da doença. Outros artistas já divulgaram que lutam contra a esclerose. Em junho deste ano, Guta Stresser, a Bebel da série “A Grande Família” revelou ter sido diagnosticada com esclerose múltipla. Antes dela, outra artista que chamou atenção para a doença ao compartilhar o diagnóstico, que data de 2000, foi a atriz e humorista Cláudia Rodrigues, estrela de séries como “Zorra Total” e “Sai de Baixo.”
Em 2009 a doença foi descoberta também pela atriz Ana Beatriz Nogueira, que atuou em novelas como “Um Lugar ao Sol”, “A Vida da Gente”, “Além do Tempo” e “Caminho das Índias.” Inclusive, ela descobriu possuir a patologia durante as gravações da última. Além de brasileiras, outros artistas estrangeiros, incluindo homens, já disseram possuir a doença.
Em agosto de 2021, a atriz norte-americana Christina Applegate, estrela de filmes como “Tudo para ficar com ele” e “O Casamento do meu melhor amigo”, divulgou nas redes sociais que havia recebido o diagnóstico positivo da doença. Ela se mantém afastada da mídia desde que descobriu a doença.
A atriz Selma Blair, que contracenou com Christina Applegate em ‘Tudo para ficar com ele’ e estrelou sucessos como “Hellboy” e “Legalmente Loira”, também foi diagnosticada com a doença auto degenerativa em 2018. Ela chegou a gravar um documentário, “Introducing, Selma Blair”, para compartilhar a convivência com a esclerose e o tratamento que fez com células-tronco.
A brasileira Ludmila Dayer, que também possui a doença, gravou um documentário para relatar sua experiência, semelhante ao de Selma. “EU”, roteirizado, produzido, dirigido e editado por Ludmila, fala sobre a convivência da atriz com uma infecção crônica, resultado dos sintomas do Epstein-Barr.
Jack Osbourne, filho de Ozzy Osbourne, foi diagnosticado aos 28 anos, após o nascimento de sua filha, Pearl. Ele falou sobre o assunto pela primeira vez em 2012. Ele disse, à época, ter ficado “irritado e frustrado” quando soube. E compartilhou, também, que só percebeu que algo estava errado após perder quase 80% da visão do olho direito.
Jamie-Lynn Sigler, atriz de “Família Sopranos”, da HBO, revelou aos 35 anos de idade, que convive com esclerose múltipla desde os 19. Quando compartilhou sua situação de saúde, em 2016, a atriz comentou que os sintomas começaram a piorar na última década, impedindo que ela corresse ou fizesse percursos longos a pé, sem descanso. Porém, atualmente, ela consegue manter uma vida saudável.
A escritora Joan Didion, hoje com 80 anos, foi diagnosticada com esclerose múltipla aos 30. No seu livro “O Álbum Branco”, de 1979, ela comenta sobre o diagnóstico. “O improvável se tornou a regra: coisas que só aconteceram com outras pessoas poderiam de fato acontecer comigo.” Apesar de viver com a doença há 50 anos sem grandes problemas, nos últimos anos a saúde da escritora tem apresentado debilitações, como falta de controle das mãos.
