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Líder do governo Sarto, Gardel Rolim será presidente da CMFOR

Foto: Beatriz Boblitz

MARIA EDUARDA PESSOA
REPÓRTER
maria.eduarda@opiniaoce.com.br

Após um arranjo que vem sendo costurada há semanas, a Câmara Municipal de Fortaleza (CMFOR) elegeu nesta última quinta-feira, 1º, sua nova Mesa Diretora. A chapa única, encabeçada pelo vereador Gardel Rolim (PDT), na Presidência, foi eleita por unanimidade na sessão que contou com a presença de todos os 43 vereadores da Casa.

Com Gardel Rolim – líder do governo José Sarto (PDT) na Câmara – no cargo mais importante da Câmara, a nova composição da diretoria do Parlamento da Capital, que assume em 1º de janeiro de 2023, é formada por Paulo Martins (PDT) como primeiro vice-presidente e Renan Colares (PDT) e Claudia Gomes (PSDB) como segundo e terceiro vices, respectivamente.

Entre os secretários que compuseram a chapa única estão Bruno Mesquita (Pros), Fábio Rubens (PSB) e Katia Rodrigues (Cidadania). Ana Aracapé (PL), Luciano Girão(PP) e Estrela Barros (Rede) são os suplentes. A votação ocorreu após o atual presidente da Casa, vereador Antônio Henrique (PDT), ter sido eleito deputado estadual nas eleições de 2022. Para o substituir, Rolim teve o favoritismo do partido, passando nomes como o atual vice-presidente da Casa, vereador Adail Júnior (PDT), que ficou fora da composição da Mesa Diretora pela primeira vez em 12 anos.

Paulo Martins e Renan Colares também tinham colocado seus nomes para o cargo principal, mas acabaram retirando seguindo o apoio do quadro de vereadores em Rolim.

BASTIDORES DO PLEITO
Apesar da votação ter ocorrido sem nenhuma dissidência, nos bastidores, o processo enfrentou conflitos. O vereador Leo Couto (PSB) também se lançou para disputar a sucessão de Antônio Henrique, mas retirou a candidatura após conversa com o senador e principal liderança pedetista no Ceará, Cid Gomes. A saída de Couto, contudo, esteve sob acusações de interferências de Sarto.

O conflito seria reflexo da ruptura do PT e PDT nas eleições de 2022. Leo Couto, que declarou apoio às candidaturas dos petistas Elmano de Freitas, ao Governo do Estado, e Camilo Santana, ao Senado, foi punido inclusive pelo próprio partido pela posição. O parlamentar foi afastado da Presidência estadual.

Na sessão de ontem, o vereador registrou presença, mas participou de maneira virtual, pois está afastado, com covid-19. Gardel Rolim, por sua vez, defendeu a união entre os partidos e afirmou que apesar das “muitas feridas” do último pleito, elas já estão “cicatrizadas.”

Na sequência, o parlamentar se comprometeu a promover o diálogo entre os integrantes da Casa e com a próxima gestão do Executivo estadual.

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