Menu

Está aberta estação pré-chuvosa em todo Ceará

Foto: Beatriz Boblitz

Esta última quinta-feira, 1º, marcou o início oficial da pré-estação chuvosa no Ceará, que segue até 31 de janeiro de 2023. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o período corresponde a aproximadamente 16% das chuvas anuais, ou seja, cerca de 130 dos 800 milímetros anuais.

De acordo com previsão do órgão, choveu em ao menos 78 municípios cearenses no último intervalo de 24 horas, entre quarta-feira e ontem. Os maiores acumulados ocorreram em Santana do Acaraú (95,4 mm), Pacujá (95,2 mm) e Massapê (41,2 mm).

Conforme Meiry Sakamoto, gerente de meteorologia da Fundação Cearense, no contexto do semiário cearense, toda precipitação é importante para a garantia hídrica do Estado.

“Toda chuva é bem-vinda pra nós, aqui no Ceará. E essa nossa pre-estação chuvosa deve iniciar com chuva em todo o estado do Ceará. Áreas de instabilidade influenciada por um sistema que está ali no Oceano Atlântico, próximo a Bahia, vai trazer condições favoráveis para formação de nuvens de chuva nesses primeiros dias do mês“, disse.

Para esta sexta-feira, 2, a tendência é de redução nos acumulados. A previsão é de céu variando de parcialmente nublado a poucas nuvens em todas as macrorregiões, com baixa possibilidade de chuva isolada na faixa litorânea. As precipitações estão associadas à influência de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que está posicionada mais ao sul do Nordeste, e efeitos locais (temperatura, relevo e umidade), além do sistema de brisa.

PRÉ-ESTAÇÃO
Conforme noticiado na edição de ontem do OPINIÃO CE, as chuvas da pré-estação, que ocorreram no final de outubro e no mês de novembro se deram por conta da aproximação de frentes frias no estado do Ceará, informa Vinicius Japa, meteorologista da Funceme.

“Essas frentes são conhecidas como sistemas frontais, que se aproximam no nordeste da Bahia, podendo chegar a Sergipe e Alagoas. Essa aproximação acaba instabilizando o ar atmosférico do Ceará, ocasionando chuvas principalmente no centro-sul do Estado, que abrange a faixa litorânea, pegando Fortaleza e a macro região do litoral da cidade.” Além disso, o meteorologista explica que outros fatores também influenciam nas chuvas repentinas que acontecem no final do ano no Ceará.

“Nós temos vórtices de ciclones de altos níveis que costumam ocorrer na pré-estação, principalmente a partir de dezembro. As Zonas de Convergência do Atlântico Sul também ocorrem no fim do ano e acarretam em áreas de instabilidade e chuvas no centro-sul do território cearense”, conclui.

CASOS DE DOENÇAS
Lauro Perdigão, infectologista do Hospital São José (HSJ), também ao OPINIÃO CE, disse que é normal que em períodos chuvosos aconteça o aumento de casos de pessoas com infecções respiratórias independente da covid.

“Usualmente, a mudança de clima aumenta a chance de infecções respiratórias, as pessoas ficam mais aglomeradas. Contudo, isso é mais comum no começo do ano, a partir de janeiro”.
Para o infectologista, nesse momento, o que está acontecendo é o aumento de casos de covid-19 tanto em Fortaleza, quanto no Ceará, mas não é possível definir, ainda, o papel das novas variantes nesses números.

“Isso acontece por conta do padrão que o vírus está imprimindo diante dos riscos da população. Existe sim o risco de novas variantes serem introduzidas e isso ter uma repercussão no número de casos. Mas é importante lembrar que essas variantes são consequências da circulação do vírus, então a recomendação ainda é usar máscara e buscar o isolamento caso o teste seja positivo.”

Deixe um comentário