Menu

Líder do PDT na ALCE diz que não foi procurado para discutir apoio ao PT

O rumo da aliança PT e PDT ainda é incerto após a ruptura nas eleições de 2022. O líder do PDT na Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), deputado Guilherme Landim, conta que ainda não foi procurado para que seu partido componha a base do governador eleito Elmano de Freitas (PT). O apoio do PDT a Elmano na Assembleia precisa ser vivificado após embate que dividiu os dois partidos, aliados históricos, no último pleito, embora tenha existido um governo de continuidade de apoio da sigla à atual gestão da ex-pedetista Izolda Cela.

A assessoria de imprensa de Elmano foi procurada para comentar a fala de Landim, mas, até o fechamento deste conteúdo, não deu retorno.

Landim, que afirma ter esperança de que o diálogo avance logo, pondera também que, caso não haja iniciativa do governo eleito, o entendimento natural é de que o seu partido seja oposição. “Eu vejo o seguinte, se você não é procurado, não há uma sinalização de que o governo lhe quer na base, então você é oposição, isso é natural.” Ainda segundo ele, André Figueiredo, presidente da executiva estadual do PDT, ficou encarregado de avançar com o tema e já se colocou à disposição de Elmano.

“Eu já coloquei minha opinião pessoal. Acho que nós temos muita coisa em comum e que há um projeto de continuidade, continuidade daquilo que começou com o PDT lá atrás, depois foi continuado pelo PT com essa união”, concluiu Landim, que afirma que o momento é oportuno para uma aproximação de Elmano e diz que aguarda o movimento do petista.

O papel de Cid Gomes

Parlamentares dos dois partidos contam sobretudo com a atuação do senador Cid Gomes (PDT), que defende a manutenção da aliança desde as eleições. O nome do ex-governador do Ceará foi citado em todas as conversas de apuração desta reportagem. Durante a campanha, Cid manteve silêncio sobre a disputa para o Governo do Estado. O pedetista pediu votos apenas para Camilo Santana (PT), ao Senado, e o para o irmão, Ciro Gomes (PDT), que concorreu à Presidência da República. “Como isso foi contra a minha vontade, essa separação, a melhor conduta que eu achei foi essa”, declarou à época para justificar sua ausência.

Para o líder do governo na Assembleia, deputado Júlio César Filho (PT), a atuação de Cid e a abertura de nomes do PDT já antecipam o cenário de união esperado. “Nós já temos declarado na base de apoio o principal líder do PDT aqui do Ceará, que hoje é o senador Cid Gomes. E eu tenho certeza de que o senador Cid conversará com os seus correligionários, os deputados do PDT, e assim a gente vai ter reuniões para que a gente possa ter, senão 100%, a grande maioria do PDT somando essa base aliada.

Além do presidente da Casa, deputado Evandro Leitão, Júlio César cita os deputados Osmar Baquit, Romeu Aldigueri, Salmito Filho e Jeová Mota (vice-líder do PDT no Legislativo estadual) como exemplos do diálogo vindouro. “Podemos dizer que temos cinco já praticamente declarados.” Todos os parlamentares citados são do PDT. A deputada Augusta Brito (PT) fez a mesma ressalva, e afirmou ainda que a posição do PDT na Casa Legislativa nunca foi de oposição ao PT. Ela disse, contudo, não estar a par do andamento das conversas.

*As informações são da repórter Maria Eduarda Pessoa (maria.eduarda@opiniaoce.com.br)

Deixe um comentário