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Inflação na indústria fica em -0,85% em outubro, terceira variação negativa consecutiva

A produção industrial brasileira caiu 0,6% em agosto deste ano na comparação com o mês anterior, o que eliminou o avanço de 0,6% registrado em julho. Foto: China Daily/REUTERS

Os preços da indústria caíram 0,85% em outubro frente a setembro, a terceira variação negativa do Índice de Preços ao Produtor (IPP). Apesar dos resultados negativos observados entre agosto e outubro, o IPP ainda acumula alta de 5,04% no ano, distante do acumulado em igual período do ano passado, quando atingiu 26,69% nos dez primeiros meses do ano. O indicador acumulado nos últimos 12 meses também vem apresentando uma desaceleração e chegou a 6,50%, menor resultado neste tipo de comparação desde junho de 2020, quando havia sido de 6,38%. As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 29, pelo IBGE.

“Em outubro, dos 24 setores analisados, 12 apresentaram queda e 12 tiveram alta. Mas como ocorreu nos meses anteriores, os setores que mais influenciaram o resultado mensal apresentaram variações negativas, o que ajuda a explicar o porquê da nova queda no IPP”, observa Murilo Lemos Alvim, analista do IPP.

O setor de maior destaque é a indústria química, com a maior variação, -4,58%, e a maior influência (-0,44 p.p.). Alvim explica que o resultado se explica pela maior queda no preço dos fertilizantes e dos produtos orgânicos.

“Os fertilizantes estão com uma oferta em crescimento que não tem sido acompanhada pela demanda, gerando a queda nos preços. Esse aumento da oferta ocorre após um período de escassez no mercado externo por conta da guerra entre a Rússia e Ucrânia. Apesar da escassez recente, o Brasil fez um esforço e conseguiu um volume alto de importação e agora está com um estoque confortável”, analisa Alvim.

O analista explica que já os produtos químicos orgânicos, como benzeno e propeno não saturado, são produtos da petroquímica que estão sendo beneficiados pela queda de preços na cadeia do petróleo, como o óleo bruto de petróleo e a nafta. “Os produtos que usam o petróleo e a nafta como insumo estão tendo custos mais baixos e consequentemente os preços também”, diz o analista da pesquisa.

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