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Bolsonaro escolhe evento militar para 1º ato público após derrota nas eleições

Bolsonaro em cerimônia de formatura de cadetes da Aman, em Resende (RJ). Foto: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou, neste sábado, 26, da cerimônia de formatura de aspirantes a oficial do Exército, realizada pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ).

Este foi o primeiro evento público do qual participou o presidente depois do resultado das eleições presidenciais, quando ele foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No local, o chefe do Executivo foi recebido por apoiadores que pedem uma intervenção inconstitucional das Forças Armadas para evitar o presidente eleito assuma o mandato em 2023.

Trajados de verde e amarelo, os bolsonaristas exibiam cartazes em que pediam que o atual mandatário acione as Forças contra uma suposta “fraude nas urnas”.

A cerimônia chegou a ser interrompida quando padrinhos e madrinhas dos cadetes ocuparam o pátio e entoavam cantos de “mito! Mito! Mito!”. Eles faziam gestos de saudação ao gestor, que acenava em resposta.

Havia expectativa de discurso de Bolsonaro, mas ele não se manifestou.

A Turma Bicentenário da Independência tem 395 Cadetes, sendo 362 homens e 33 mulheres. Deste total, 10 são oriundos de Nações Amigas, entre elas, República de Camarões, Guiana, Honduras, Panamá, Peru e Vietnã, sendo que esta é a primeira vez que uma Cadete do sexo feminino de Nações Amigas se formou na Aman. Seu nome é Ghazmin Lucero Surichaqui, do Peru.

Além do presidente Bolsonaro, estavam presentes o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio de Oliveira e o comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes.

O presidente Jair Bolsonaro não saiu do palanque para cumprimentar os formandos, nem fez selfies e fotografias com eles, como de costume nas cerimônias anteriores na Aman, e nem falou aos cadetes.

A última vez que Bolsonaro havia aparecido publicamente após o resultado do segundo turno das eleições foi no dia 1º de novembro. Na ocasião, no Palácio da Alvorada, ele falou por pouco mais de dois minutos, onde se disse perseguido e afirmou que cumpriria a Constituição, mas não assumiu a vitória do adversário petista.

Com informações da Agência Brasil

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