Pesquisa de Endividamento do Consumidor de Fortaleza referente ao bimestre novembro/dezembro mostra que os fortalezenses estarão financeiramente mais aliviados para as compras do final do ano. Segundo o estudo, 73% dos consumidores da Capital cearense possuem algum tipo de dívida, o que representa uma queda de 3,6 pontos percentuais quando comparado com o bimestre encerrado em outubro (76,6%). Além disso, a taxa está abaixo do observado no mesmo período do ano passado (também de 76,6%).
Além do índice geral de endividamento, os demais indicadores da pesquisa vieram melhores do que no semestre passado, criando uma perspectiva favorável para o consumo, segundo a Federação do Comécio do Ceará (Fecomércio). A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso, por exemplo, teve diminuição de 0,4 pontos percentuais, passando de 27,7%, no bimestre setembro/outubro, para 28,3% no atual período.
Conforme o levantamento, as dificuldades em honrar os compromissos financeiros afetam mais as mulheres (29%); consumidores do estrato com idade acima dos 35 anos (30,8%) e da classe com renda familiar mensal abaixo de cinco salários-mínimos (28,1%). O tempo médio de atraso é de 71 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro, citado por 53,3% dos entrevistados. O segundo motivo mais mencionado é a necessidade de se adiar o pagamento, para uso dos recursos em outras finalidades (42,3%), seguido da perda de prazo por esquecimento (5,6%) e da contestação das obrigações (5,0%).
Comprometimento da renda
O consumidor de Fortaleza está comprometendo, em média, 42,4% da renda familiar com o pagamento das dívidas – resultado 4,7 pontos percentuais inferior ao registrado no último semestre encerrado em outubro (47,1%), mas ainda superior à média histórica do indicador, de 35,0%. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 74,7% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 13,9%; empréstimos pessoais, com 10,2%; carnês e crediários, com 4,7%; e cheque especial, com 1,2%.
O valor médio das dívidas é de R$ 1.700, com prazo médio de oito meses.
Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para o endividamento são:
- A falta de orçamento e controle dos gastos, com 49,4% das respostas;
- Gastos imprevistos, com 24,6%;
- O aumento dos gastos considerados essenciais, com 24,5%;
- Redução dos rendimentos, com 20,3%;
- Desemprego, com 18,7%;
- As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 16,4%.
