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Endividamento caí e abre espaço para as compras de fim de ano

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os fortalezenses estarão financeiramente menos aliviados para as compras do final do ano, uma boa notícia tanto para o comércio quanto para o consumidor. É o que mostra a última pesquisa de Endividamento do Consumidor de Fortaleza do ano, realizada para o bimestre novembro/dezembro de 2022. Segundo o estudo, 73,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice apresentou queda de 3,6 pontos percentuais quando comparado com o bimestre encerrado em outubro, de 76,6%, e veio abaixo do observado no mesmo período do ano passado (também de 76,6%).

Além do índice geral de endividamento, todos os demais indicadores da pesquisa vieram melhores do que no semestre passado, criando uma perspectiva favorável para o consumo no fim do ano.

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso teve diminuição de 0,4 pontos percentuais, passando de 27,7%, no bimestre setembro/outubro, para 28,3% no atual período. As dificuldades em honrar os compromissos financeiros afetam mais as mulheres (29,0% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do estrato com idade acima dos 35 anos (30,8%) e da classe com renda familiar mensal abaixo de cinco salários-mínimos (28,1%).

O tempo médio de atraso é de 71 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro, citado por 53,3% dos entrevistados. O segundo motivo mais mencionado é a necessidade de se adiar o pagamento, para uso dos recursos em outras finalidades, com 42,3% das respostas, seguido da perda de prazo por esquecimento (5,6%) e da contestação das obrigações (5,0%).

Comprometimento da renda

O consumidor de Fortaleza está comprometendo, em média, 42,4% da renda familiar com o pagamento das dívidas – resultado 4,7 pontos percentuais inferior ao registrado no último semestre encerrado em outubro (47,1%), mas ainda superior à média histórica do indicador, de 35,0%. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 74,7% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 13,9%; empréstimos pessoais, com 10,2%; carnês e crediários, com 4,7%; e cheque especial, com 1,2%.
A pesquisa mostra que são os gastos correntes os principais responsáveis pelo endividamento, com destaque para a compra de alimentos a prazo (citado por 57,2% dos consumidores entrevistados), o pagamento de aluguel residencial (26,7%), a cobertura de despesas de saúde (23,0%) e a aquisição de itens de vestuário (18,2%) e eletrodomésticos (18,0%). O valor médio das dívidas é de R$ 1.700, com prazo médio de oito meses.

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