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Intenção de consumo na Capital na Copa deste ano é maior que na de 2018

Foto: Beatriz Boblitz

O índice que mede a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) teve alta de 1,3% em novembro e alcançou 89 pontos, o maior patamar desde abril de 2020, segundo pesquisa recente divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em Fortaleza, 39,1% pretendem consumir, por exemplo produtos associados à Copa, proporção maior do que na Copa de 2018 (34,5%), e acima da média nacional (36%), segundo o levantamento.

A pesquisa tem como base 18 mil questionários aplicados em todas as unidades da federação. A instituição registrou que o consumo de roupas (masculina, feminina e infantil) é o maior entre os itens adquiridos para assistir à Copa do Mundo de 2022, se comparado com a de 2018: aumentou mais de 10 p.p, saltando de 6,2% para 16% esse ano. Por outro lado, Smart TVs foram menos compradas pelos consumidores cearenses, se comparado os dois períodos.

Segundo a economista da CNC, Izis Ferreira, o gasto médio apontado pelos consumidores no Estado, todavia, é o terceiro menor do país (R$ 170,28), atrás apenas de Pernambuco (R$ 163,18), e Rio Grande do Sul (R$ 155,07). O perfil do consumidor do Ceará que buscará itens temáticos é semelhante ao nacional: maioria homens (39,4%), com até 35 anos (48,9%), com mais de 10 salários mínimos de rendimentos (52%).

“Mas, neste caso, a diferença entre homens e mulheres cearenses dispostos a comprar itens temáticos é bem pequena: 38,8% das mulheres, mais jovens, e consideradas mais ricas também apontam que buscarão esses produtos, mostrando que o público feminino com esse recorte na Capital também está animado com o mundial de futebol”, enfatizou a economista. Ainda de acordo com o levantamento, somente 11,5% dos cearenses pretendem gastar mais de R$ 300 e 86,9% vão optar por comprar no período em lojas físicas.

PERFIL DE CONSUMO
No Brasil, quatro em cada dez consumidores pretendem comprar produtos relacionados ao mundial, principalmente homens, jovens e de alta renda. Segundo a CNC, o desejo de consumir também está sendo impulsionado pela Black Friday e o Natal.

Em um recorte por estado, o desejo de consumir produtos em decorrência da Copa chega a 76,4% entre os maranhenses, e a 59% entre os paranaenses. Em Alagoas, Sergipe e Amazonas, também há mais da metade dos consumidores inclinada a comprar algo por conta da copa.

Somados ao consumo ligado a essas datas, estão a inflação mais moderada nos últimos meses, a contínua geração de vagas de trabalho formal e as maiores transferências de renda na reta final de 2022, quando foram disputadas as eleições nacionais e estaduais. Apesar da melhora acumulada de 21,3% ao longo de 2022, o indicador só é considerado positivo quando supera os 100 pontos.

Entre os componentes do índice, puxam o ICF para baixo desse patamar o nível de consumo atual, a perspectiva de consumo, o acesso ao crédito e o momento para bens duráveis. Por outro lado, mantêm-se acima dos 100 pontos a percepção sobre o emprego atual, a renda atual e a perspectiva profissional.

Em uma comparação da Copa do Mundo deste ano com a de 2018, aumentou de 7,5% para 14,9% a intenção de comprar roupas, e, de 9,9% para 14,6%, a intenção de comprar alimentos e bebidas. Já os planos para comprar televisores caíram de 4,3% para 3,8%.

Mesmo assim, as estimativas da CNC indicam que o segmento de móveis e eletrodomésticos deverá responder pela maior parte do faturamento do comércio em razão do evento, com 34% do total das vendas.

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