A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), por meio do Núcleo de Perícias em DNA Forense (NUPDF), realizou, nas unidades prisionais dos municípios de Juazeiro do Norte e Crato, no Cariri cearense, a coleta de DNA de presos condenados por crime doloso praticado com violência grave contra a pessoa, crime contra a vida, crime contra a liberdade sexual ou por crime sexual contra vulnerável.
As capturas fazem parte de uma ação nos presídios do interior do Estado em cumprimento à legislação federal de 2012. “A Pefoce iniciou essa parceria com a Secretaria de Segurança Pública e Secretaria de Administração Penitenciária, em 2013, com a coleta do DNA desses indivíduos que foram condenados por crimes ediondos e crimes violentos contra a pessoa“, detalha o perito geral da Pefoce, Júlio Torres.
“Esse material genético é inserido em um banco de dados que passa a ser compartilhado com todos os outros estados. Hoje nós temos praticamente 87% de todos os condenados por crimes ediondos no Estado com material coletado“, explica.
Segundo o perito, a ação vem gerando “várias resoluções de crimes”, como sexuais. “O indivíduo que está no sistema prisional e que tem o material [genético] coletado, quando ele retorna à sociedade e se voltar a cometer algum tipo de crime, a gente já teria uma autoria esclarecida. Nós produzimos provas técnicas e científicas em auxílio à Polícia Judiciária. Então, é extremamente importante ter essa prova técnica para que a gente possa auxiliar a definir a autoria desses crimes que, até então, não teria autoria”.
No último mês de outubro, foram efetuadas coletas nas unidades prisionais do município de Sobral e da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A Pefoce, por meio do trabalho do NUPDF, destaca o uso de perfis genéticos como uma forma de combater e elucidar crimes como estupros, homicídios, latrocínios, entre outros.
