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Depois de 7 anos, envolvido na chacina do Cinquentinha é condenado a 46 anos de prisão

Na manhã do dia 30 de agosto de 2015, homens em dois carros abriram fogo numa rua da favela do Cinquentinha, comunidade do bairro Jardim das Oliveiras, em Fortaleza. Os criminosos portavam armas de diversos calibres, incluindo um fuzil e uma escopeta. Três pessoas foram mortas na ocasião.

Na última sexta-feira, 18, a 3ª Vara do Júri de Fortaleza setenciou Hélio Maik Alves de Lima, conhecido como “Maikera”, a 46 anos e seis meses de prisão por participação no crime que ficou conhecido como “chacina do Cinquentinha”.

Maikera foi julgado por três homicídios, qualificados por motivo torpe (as vítimas residiam em área de atuação de organização criminosa rival), uso de meio que resultou em perigo comum (vários disparos em via pública, que poderiam ter atingido outras pessoas) e dificuldade de defesa das vítimas (ataque súbito com armas de alto poder de fogo).

Inicialmente, Hélio Maik Alves de Lima cumprirá a pena em regime fechado, sendo mantida a prisão preventiva do réu.

A Justiça acolheu as teses do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). Representante do MPCE no júri, o promotor de Justiça André Clark explica que a ação penal foi proposta contra cinco réus, dos quais três foram assassinados durante o processo.

Robson Agostinho da Silva, o outro que se continua vivo, permaneceu foragido até 2021, quando foi capturado, e aguarda julgamento de recurso no TJCE contra a decisão de pronúncia que o encaminhou a julgamento pelo Júri. A data de seu julgamento, contudo, só poderá ser marcada quando esse recurso for decidido em definitivo.

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