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Capitão da PM é denunciado por atirar em vizinho após discussão política em Fortaleza

Um capitão da Polícia Militar do Ceará e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo denunciado por atentado contra a vida de um vizinho, eleitor de Lula (PT), após discussão política em um condomínio localizado em Messejana, em Fortaleza. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público em 17 de novembro e divulgada nesta segunda-feira, 21. Segundo o MP, a vítima foi alvejada com quatro disparos de arma de fogo e sobreviveu porque, conforme consta nos autos, foi socorrida rapidamente por familiares e condôminos.

Conforme a denúncia, o crime teria ocorrido no dia 30 de outubro, por volta das 4h40min. O denunciado foi identidicado como Francisco de Assis Barbosa Lima. O MP afirma que a vítima, que não teve a identificação revelada, foi atingido na região do abdômen, considerada letal. Ambos estavam ingerindo bebidas alcoólicas no condomínio onde moram, quando iniciaram uma discussão de motivação política.

Ainda de acordo com a denúncia, o policial militar se dirigiu ao carro da vítima e retirou adesivos e bandeiras que faziam referência ao Partido dos Trabalhadores. A vítima, então, foi à portaria para reclamar da situação ao síndico. No local, foram efetuados os disparos de arma de fogo, na presença do porteiro. Em seguida, o policial, sem prestar socorro, fugiu no próprio carro, enquanto a vítima foi socorrida por familiares e moradores do prédio.

Após ser parado no posto da Polícia Rodoviária Estadual de Aquiraz, na Grande Fortaleza, o acusado não negou a autoria do crime, disse que fora desafiado pela vítima a atirar, entregou a arma utilizada no delito e foi preso em flagrante. Testemunhas relataram que a vítima estava desarmada.

Denúncia

O Ministério Público requereu a condenação do acusado por tentativa de homicídio, com motivo fútil (divergência política) e considerando que a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo em região letal. O MP pede ainda que a decretação da perda da função pública, tendo em vista que a conduta do acusado se deu com abuso de poder da função pública que ocupa. Em caso de condenação, a denúncia requer que seja fixado valor de R$ 13.500 para reparação dos danos causados pelo denunciado à vítima.

Segundo informações do G1, a Controladoria Geral de Disciplina (CGD), que investiga e pune servidores que atuam em serviços da segurança no Ceará, apura a “conduta transgressiva” do agente e “sua incapacidade para permanecer na situação de inatividade da Polícia Militar”. A medida foi publicada do Diário Oficial do Estado no dia 10 de novembro.

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