O remédio antiviral Paxlovid, específico para pacientes com sintomas leves e moderados da covid-19, mas com maior risco de desenvolver formas graves da doença, chegou ao Ceará nesta semana e está sendo distribuído aos municípios cearenses pela Secretaria da Saúde (Sesa) do Ceará. Ao todo, o Estado recebeu 1.950 tratamento no primeiro lote enviado pelo Ministério da Saúde.
A estimativa é que o medicamento consiga reduzir significativamente a quantidade de vírus dentro do corpo do paciente se usado até os primeiros cinco dias.
Cada dose do tratamento contém dois comprimidos de 150mg de nirmatrelvir e um comprimido de ritonavir, de 100mg. Os comprimidos devem ser tomados simultaneamente, conforme o guia do Ministério da Saúde, publicado em outubro deste ano. A dosagem deve ser administrada, na maior parte dos pacientes, duas vezes ao dia, por um período de cinco dias, conforme a Pasta.
O Paxlovid já está em uso em países como Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido e Austrália. No Brasil, seu uso emergencial foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 30 de março de 2022.
Subvariante
A medicação chega em um momento no qual o Ceará conformou os primeiros casos da subvariante da ômicron BQ.1, que é mais transmissível e pode causar novos picos da doença. Nesta sexta-feira, 11, a Sesa informou um total de 11 casos da subvariante por sequenciamento genômico. Os pacientes, 10 residentes de Fortaleza e 1 do Eusébio, estão sendo acompanhados e apresentam apenas sintomas leves da doença.
“A Sesa, por meio da Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde (Sevig), atua ativamente no controle e no monitoramento da doença junto às vigilâncias dos municípios cearenses”, destacou a Sesa, em nota.
A pasta orienta que a população busque completar seus esquemas vacinais contra a doença, com doses de reforço, conforme faixa etária. “Diante de sintomas, a indicação é fazer o uso de máscara e buscar uma unidade de saúde municipal para realizar a testagem”, orienta. Em casos positivos, é preciso cumprir isolamento pelo período de sete dias, a contar do primeiro dia dos sintomas, ou, em caso de resultado negativo do exame, a partir do quinto dia.
