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A influência do planejamento urbano na mobilidade

Se pensarmos no início da implantação de qualquer cidade, tudo podia ser feito a pé, talvez só para carregar cargas precisássemos de carroças e animais para puxar. Para substituir a tração animal, os motores foram muito bem vindos, mas com os veículos motorizados começaram a aparecer quase todos os problemas que persistem até hoje. Eles colaboraram para que as cidades pudessem ser gradualmente maiores e fosse possível se deslocar diariamente para locais mais afastados, possibilitando morar cada vez mais longe do trabalho ou escola.

Em algumas cidades – especialmente na América do Norte – se criaram os subúrbios distantes, com muitas casas grandes unifamiliares, bem espaçadas umas das outras, e nada mais. Para quem mora nesses bairros, ter um carro é praticamente obrigatório até para ir comprar pão. No Brasil, esse modelo é copiado nos condomínios fechados de casas, alguns ficam até fora das cidades onde as pessoas realizam suas principais atividades. Hoje, já é consenso no meio técnico que é insustentável planejar uma cidade onde todos se desloquem de carro.

Não há espaço físico suficiente, é excessivamente caro, e traz diversos malefícios já conhecidos. Devemos ter opções diversas de deslocamento, dando preferências às mais sustentáveis e eficientes. Além de planejar melhor a cidade, para possibilitar que pessoas morem perto dos seus trabalhos, faculdades, escolas, hospitais, etc, reduzindo a necessidade de deslocamentos muito extensos. Ter uma densidade urbana alta também é visto como positivo, pois além de diminuir distâncias, reduz custos de várias infraestruturas como água/esgoto, eletricidade, redes de telecomunicações, além dos sistemas de transportes.

Cidades como Brasília, que foi planejada para ter cada atividade (como bancos, hospitais, hotéis, comércios, prédios públicos) em um setor separado, com grandes espaços entre si (e portanto baixa densidade) são péssimas para a mobilidade. Os setores de transportes dos governos federal, estaduais e principalmente municipais precisam olhar mais para o planejamento urbano, um bom planejamento pode até evitar muitos problemas que as secretarias e outros órgãos de mobilidade tentam solucionar.

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