A 14ª edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará começa na próxima sexta-feira, 11, com o tema De toda gente para todo mundo. O evento de lançamento foi realizado nesta última terça-feira, 8, na Biblioteca Pública do Estado (Bece), promovido pela Secretaria da Cultura do Estado (Secult-CE), com a presença do Secretário da Cultura, Fabiano Piúba, e da coordenadora geral da Bienal, Maura Isidoro.
O secretário Fabiano, que participou de forma remota, destacou esta edição da Bienal como um momento de retorno das políticas públicas voltadas à cultura. “É uma demarcação política nesses tempos sombrios”, afirmou o secretário, referindo-se ao atual Governo Federal que pouco investiu na cultura, segundo ele.
Além disso, Piúba pontuou o evento com os seguintes objetivos: a democratização do acesso ao livro, a formação da leitura, promover o imaginário da formação cultural e a economia da cultura. Fabiano também disse que tem a expectativa de obter uma movimentação financeira de R$ 10 milhões em vendas e negócios e ultrapassar a da última Bienal, que foi de R$ 6 milhões.
A coordenadora Maura Isidoro também reforçou o sentimento de volta da Bienal após os anos de pandemia. “Estamos aguardando os cearenses e os turistas em visita a Fortaleza com toda a alegria para o reencontro com a Bienal, para o abraço, o afeto, o olho no olho que um evento dessa grandeza proporciona”, disse.
XVI Bienal
A XVI Bienal irá abordar os eixos da infância, juventude, cultura alimentar, mercado editorial, oralidade e ancestralidade, formação de professores, literatura de cordel, mediação de leitura, livro técnico e acadêmico e ilustração.
A abertura será realizada na sexta-feira, 11, às 19 horas, iniciando na Praça Cordel, que se localiza no Foyer Salão Iguape ao Pavilhão Térreo Leste. A atividade exercida será um cortejo com músicos e poetas, que irão se dirigir até à Arena Principal, onde ocorre às 20 horas a solenidade de abertura da Bienal do Livro.
Logo após, às 20h30, haverá o Show Embarcação, com as artistas Lorena Nunes, Mallu Vitorino e Daniel Medina. Os outros espaços da Bienal serão abertos no dia seguinte, no sábado (12), como o Salão do Professor, a Arena Bece, o Espaço Natércia Campos, o Festival de Ilustração do Ceará, Café Literário e entre outros, com a presença de artistas plurais das mais diversas expressões culturais, como a literatura, o desenho, a dança, a poesia e etc.
A principal atração da Bienal para muitos visitantes fica por conta da feira de livros que o evento sempre promove. Neste ano, a Bienal oferecerá uma estrutura com 152 estandes destinados à exposição e venda de livros, de representações internacionais e institucionais.
Participarão diretamente 30 editoras, com a estimativa de que mais de 400 editoras sejam representadas pelas 22 livrarias e 29 distribuidores de livros já confirmados para o evento. A estimativa é de que sejam expostos mais de 90 mil títulos, ultrapassando 200 toneladas de livros à disposição do público visitante. A Bienal Internacional do Livro do Ceará surgiu em 1994 com o destaque de ser a primeira realizada fora do eixo Rio de Janeiro-São Paulo.
Realizada de dois em dois anos desde então (com exceção ao período entre 2020 e 2021, quando ocorreu a pandemia, era inicialmente chamada de FEBRALIVRO e acontecia no antigo Centro de Convenções do Ceará até 2010.
Desde 2012, com a construção do atual Centro de Eventos do Ceará, o evento acontece no grande espaço localizado na avenida Washington Soares.
