A cidade de Fortaleza registrou, de janeiro a outubro deste ano, 123 mortes no trânsito, número que representa uma redução de 20% em relação ao mesmo período de 2021, quando foram contabilizadas 155 vítimas fatais. Os dados são da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) e mostram que os motociclistas lideram o ranking com 51% dos casos, seguido pelos pedestres (36%), ciclistas (7%) e ocupantes de automóveis (6%).
Além disso, segundo a AMC, durante os últimos 10 anos, o índice de mortes de janeiro a outubro caiu 61% nas vias da Capital. Fazendo uma correlação, em 2012, no mesmo período, foram registrados 312 óbitos.
“Os dados confirmam o sucesso de uma política pública que trata a segurança viária como prioridade. Afinal, cada vida importa! Infraestruturas adequadas, ações educativas e fiscalização contribuem com esse resultados. Parabéns às equipes da AMC pelo trabalho!“, destacou o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), em publicação nas redes sociais. “Os nossos esforços para um trânsito cada vez mais seguro continuam gerando importantes resultados”.
Ver essa foto no Instagram
“A responsabilidade no trânsito é compartilhada entre poder público e a sociedade. Enquanto concentramos nossos esforços em garantir infraestruturas adequadas, ações de educação e fiscalização para coibir condutas irregulares, os usuários devem cumprir seu dever de respeitar a sinalização e as regras de circulação”, destaca Antônio Ferreira, superintendente do órgão.
Mesmo com a redução no número de óbitos, Ferreira explica que o planejamento das ações de mobilidade urbana segue a premissa do programa Visão Zero de que nenhuma morte no trânsito é aceitável. Esse conceito parte do pressuposto de que os erros humanos são inevitáveis e de que é possível reduzir os acidentes e suas consequências por meio de planejamento urbano. “Nossa prioridade é salvar vidas. Por isso, temos trabalhado de forma incessante para que o sistema viário seja projetado de modo que o erro humano não gere resultado grave nem fatal“, comenta.
Políticas de redução de acidentes:
- Readequação da velocidade em ruas e avenidas com alta taxa de acidentalidade;
Intervenções voltadas ao pedestre como travessias elevadas, extensão de calçadas, esquina segura, praças vivas e áreas de trânsito calmo; - Faixas de retenção para motocicletas;
- Ampliação da rede cicloviária e das faixas exclusivas de ônibus.
Segundo a Gestão Municipal, para consolidar as políticas públicas que contribuem com a redução do número de mortes no trânsito, o prefeito José Sarto (PDT) sancionou, no fim de junho, uma lei que cria o Plano Municipal de Segurança no Trânsito. A legislação torna Fortaleza a primeira capital do País a criar uma lei municipal sobre o tema. O objetivo é institucionalizar e aperfeiçoar as políticas de prevenção a acidentes, assegurando que os avanços obtidos sejam continuados e a taxa de óbitos no trânsito caia para a metade no prazo de 10 anos.
