O Brasil confirmou neste último fim de semana um caso de covid-19 provocado pela subvariante Ômicron BQ.1 na capital fluminense. “Nós encontramos um caso da BQ.1 no Amazonas, no dia 20 de outubro. Chamou a atenção porque era uma variante com alerta nos outros países”, aponta Felipe Naveca, pesquisador da Fiocruz Amazônia. A circulação da subvariante na cidade foi detectada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por meio de sequenciamento genético. No Ceará, não foi emitido alerta sobre a detecção.
A subvariante gera preocupação por possuir mutações que a ajudam a escapar da resposta imunológica. Dados do último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a cepa já foi encontrada em, pelo menos, 65 países. A No Rio de Janeiro, a secretaria de Saúde informou em postagem nas redes sociais que “segue monitorando o panorama da covid-19” e alertou sobre a necessidade de que os moradores concluam o esquema vacinal.
“No momento, a recomendação é para que aqueles que ainda não tomaram a dose de reforço da vacina contra a covid-19 procurem uma unidade para concluir o esquema de imunização a partir de segunda-feira”, orientou. Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, a subvariante pode estar relacionada com o aumento no número de casos verificada nas últimas semanas.
“Essa subvariante pode sim estar provocando um aumento de número de casos nesse momento. É uma subvariante que não tem nenhum sinal de maior gravidade do que outras subvariantes, mas merece toda atenção para aquela população que ainda não se vacinou. Então as pessoas que não tomaram a dose de reforço devem procurar uma unidade de saúde para realizar a dose de reforço, porque a vacina protege contra a subvariante para internação e para óbito.”
“Uma análise dos últimos 15 dias realizada pela vigilância estadual apontou que a taxa de positividade dos testes de RT-PCR e antígeno para covid-19 tiveram aumento. A taxa de RT-PCR passou de 3% para 7% e a de antígeno, de 5% para 16%.”
O secretário de estado de Saúde, Alexandre Chieppe, alerta que o aumento de casos é verificado em diversos países. “Estamos observando em diversos países do mundo um aumento na transmissão de coronavírus relacionado ainda à variante Ômicron, que é a prevalente também no estado do Rio de Janeiro. Neste momento, a transmissão ainda é baixa no estado, mas temos acompanhado o cenário em outros estados, como São Paulo, e temos um plano de contingência, que será colocado em prática se necessário. A nova onda que avança na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos acende um alerta para o Brasil. No estado de São Paulo, cidade mais populosa da América Latina, as novas internações em UTI para Covid aumentaram 46% entre os últimos dias 17 e 31. As novas internações na região metropolitana de São Paulo cresceram 73,7% no mesmo período.
VACINAS INFANTIS
O Ministério da Saúde informou na última quinta-feira, 3, que recebeu, na última semana, 1 milhão de doses da vacina contra a covid-19 destinadas para crianças de seis meses a menores de três anos de idade com comorbidades. Segundo a pasta, o início do processo de distribuição aos estados está previsto para a próxima semana.
No mês passado, a pasta liberou a aplicação de vacinas contra a doença da Pfizer em crianças de 6 meses a 4 anos de idade que tenham comorbidades. A ampliação de uso da vacina da Pfizer para imunizar crianças nessa faixa etária foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro.
“A vacina tem 12 meses de validade, quando armazenada a temperatura entre -90°C e -60°C. Uma vez retirado do congelamento, o frasco fechado pode ser armazenado em geladeira entre 2°C e 8°C durante um período único de 10 semanas, não excedendo a data de validade original”, explicou a Anvisa.
Com Agências
