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Presidente do TJCE, Nailde Pinheiro assume governo do Ceará durante esta semana

Foto: Reprodução/Instagram

Evento do qual participa a governadora Izolda Cela (sem partido) e uma comitiva estadual, a Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 27) começou neste domingo, 6, no Egito, com um discurso que chamou atenção para a emergência climática. Com a viagem de Izolda, a presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargadora Maria Nailde Pinheiro, assume nesta segunda-feira, 7, o Governo do Estado, posição em que fica até o próximo dia 12.

Esta é a primeira vez que o cargo é repassado entre duas mulheres.

“Viajo amanhã para participar da 27ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 27), que será realizada no Egito. Também assinarei importante acordo na área de Hidrogênio Verde, além de reuniões com investidores e Banco Mundial. Nesta semana a presidente do TJCE, desembargadora Naílde Pinheiro, assume como governadora em exercício. Desejo sorte e ótimo trabalho à desembargadora Naílde a frente do Governo do Estado”, publicou Izolda em suas redes sociais.

A desembargadora é a terceira na linha de sucessão do governo do Estado. O segundo, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Evandro Leitão (PDT), está de licença e também fará viagem para fora do País no período.

Izolda Cela no Egito

A presença da governadora Izolda Cela acontece por meio do convite de Andrew Forrest, fundador da australiana Fortescue e um dos homens mais ricos da Oceania – com quem o Estado tem pré-contrato assinado para construção de uma usina de Hidrogênio Verde – para uma série de audiências sobre investimentos em energias renováveis.

Na quarta-feira, 9, às 11 horas, Izolda participará de reuniões com investidores da área de Hidrogênio Verde. Na ocasião, será assinado novo memorando de entendimento reafirmando o trabalho conjunto entre Governo do Estado e a empresa para implantação de usina no Ceará. Em seguida, às 14 horas, Izolda participará do painel Estratégias Latino-Americanas para implementação do acordo de Paris na perspetiva das alianças climáticas.

Abertura do evento

A tônica da abertura da COP 27 foi de celebração das conquistas da última reunião, a COP 26, em Glasgow, na Escócia, mas de entendimento que o desafio segue em nossa frente e que ainda não estamos no caminho para manter o aquecimento global em 1,5°C acima do nível pré-industrial.

“De quantos alertas os líderes ainda precisam?”, questionou Alok Sharma, presidente da conferência passada (COP-26), em uma pergunta que deu o tom do discurso de abertura. “Há muito mais a ser feito nesta década crítica.” Sharma clamou que a conferência seja de “ação concreta” e frisou que progredir é possível. “Precisamos acelerar esse progresso no restante desta década decisiva. Mas acredito que podemos. Sabemos o que precisamos fazer para manter (a meta de) 1,5°C viva. Nós sabemos como fazer.”

A expectativa é de que a COP 27 seja a conferência da justiça climática e da implementação dos acordos: a hora de trocar a retórica pela ação. No entanto, apontam especialistas, deve ser uma reunião marcada pelas consequências da Guerra na Ucrânia e pela trava no financiamento para a adaptação e a mitigação do aquecimento global nos países em desenvolvimento. A Guerra na Ucrânia e suas consequências estiveram presentes nas falas de abertura.

“A guerra brutal e ilegal de Putin na Ucrânia precipitou várias crises globais: insegurança energética e alimentar, pressões inflacionárias e dívidas em espiral. Essas crises agravaram as vulnerabilidades climáticas existentes e os efeitos devastadores da pandemia. Apesar desse contexto, houve algum progresso na implementação dos compromissos que firmamos em Glasgow”, falou Sharma. Na cerimônia, a presidência da COP-27 foi oficialmente assumida pelo chanceler egípcio Sameh Shoukry, eleito por aclamação.

Ele frisou que o Egito está comprometido em tornar a conferência um marco, com a renovação de compromissos e ao iniciar a implementação e atingir “ação bilateral coletiva”, a fim de enfrentar o que chamou de “maior desafio da humanidade nos tempos modernos.” “Todos os tipos de evidência mostram, sem dúvida, que a mudança climática é uma ameaça real para a vida das pessoas”, afirmou Shoukry.

“A ciência comprova que o caminho de desenvolvimento que a humanidade endossou desde a Revolução Industrial até recentemente, não é mais sustentável, e que, se continuarmos sem nenhuma mudança radical, as gerações futuras certamente enfrentarão consequências mais graves do que aquelas testemunhadas pelas gerações atuais.” Shoukry convidou as lideranças presentes a mostrar “ao mundo inteiro” que estão cientes dos desafios que se desenham e que há vontade política para combatê-los.

Com Agências

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