Ao menos sete estados seguem com rodovias ocupadas por manifestantes. Mesmo com policiais rodoviários federais tendo conseguido liberar o trânsito em pelo menos 876 localidades, ainda restam ao menos 73 pontos de interdição parcial ou bloqueio integral em trechos de vias federais que cortam o Brasil.
No estado de Santa Catarina, manifestantes que não aceitam o resultado das eleições seguem limitando ou impedindo a circulação de veículos em pelo menos 27 trechos de rodovias federais. Até a manhã desta quinta-feira, 3, o estado registrava o maior número de ocorrências no país, com 16 interdições, onde o fluxo é parcialmente impedido, além de 13 bloqueios, onde ocorre o total impedimento do fluxo.
Os outros estados que ainda registram ocorrências são: Amazonas (uma interdição); Mato Grosso (24 interdições); Mato Grosso do Sul (duas interdições); Pará (sete interdições); Paraná (dois bloqueios); Rondônia (dez interdições). Porém, os números são atualizados constantemente.
A primeira interdição aconteceu ainda no último domingo, 30, em Mato Grosso do Sul, por volta de 21h15, cerca de uma hora e meia depois do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciar que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava matematicamente eleito, derrotando o presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputava a reeleição.
Somente 4 horas depois, já haviam pelo menos 134 interdições, bloqueios e pontos de concentração espalhados pelo país. De acordo com a diretoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a velocidade com que os manifestantes, principalmente os caminhoneiros, agiram para fechar as rodovias, os pegou de surpresa.
O ápice do movimento aconteceu perto do fim da noite da segunda-feira, 31, quando 421 ocorrências foram registradas. A partir daí, as forças de segurança começaram a agir, incluindo a Polícia Militar dos estados, e os números começaram a cair.
