Uma recenseadora se destaca em uma equipe de cerca de 70 agentes, no município de Itapipoca, no interior do Ceará: trata-se de Shirley de Souza, de 24 anos, que está no sétimo mês de gestação do seu primeiro filho, e atua no Censo Demográfico 2022 desde o quarto mês.
“Eu estava precisando trabalhar, aí vi a oportunidade e me inscrevi. Depois que eu fiz a prova, foi que descobri que estava grávida. Aí eu não desisti não, continuei”, conta Shirley, que já realizou 785 questionários em cinco setores censitários concluídos.
Carregando o pequeno Fred Arthur na barriga, a recenseadora percorre as ruas da cidade, em horário comercial, de segunda a sexta-feira. Porém, sempre que necessário, Shirley trabalha pela noite ou nos fins de semana, buscando aquelas pessoas que não estavam presentes em seus domicílios.
Segundo Shirley, os idosos são os que mais recebem a equipe bem, por lembrarem do Censo. Já os mais jovens, demonstram alguma resistência, por não conhecerem a pesquisa. “Eles têm medo de perder algum benefício. Só que muito pelo contrário, o Censo vai é trazer mais benefício pra elas, que é mais investimento pra o país, pra o município. E a gente tem que convencer essas pessoas sobre a importância do Censo”, diz a recenseadora, explicando o principal argumento que utiliza.
