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Após ataques políticos, Padre Zezinho deixa redes sociais até o fim do 2º turno

Padre Zezinho anunciou que vai deixar as redes sociais até o dia 31 de outubro, após a realização do segundo turno das eleições e fim do pleito de 2022. Em relato publicado na última quarta-feira, 12, o sacerdote disse se sentir mal com a atual situação política do País.

“Cansei de abrir espaço para católico super politizados, irados e insatisfeitos com a nossa Igreja. Estou me retirando até o dia 31”, iniciou. Famoso por canções cristãs, o padre disse que a decisão ocorre após ofensas lançadas contra o Papa Francisco, os bispos, e a ele mesmo, “com calúnias e palavras de baixo calão”.

O triste é que as ofensas são todas de católicos radicais que preferiram o seu partido político ao catecismo católico”, lamentou. “Já escolheram ser catequizados por dois poderosos políticos brasileiros”, acrescentou o padre.

Zezinho diz que seus “81 anos de idade e 56 como padre”, além dos 102 livros lançados e mais de 2 mil canções “nada dizem” aos ofensores. “Insistem que não sirvo mais como padre e pregador para eles”, adiciona.

Acharam candidatos mais católicos do que Papas e bispos, cujos documentos nunca leram. A Bíblia nada lhes diz. Só conhecem as passagens políticas que ajudem o seu partido. Padre bom é o que vota como eles”, completa.

O padre encerra o comunicado anunciando que voltará as redes após findada a segunda etapa do pleito eleitoral para “conversar com os católicos serenos que ainda querem catequese espiritual e social e comportamental”.

Confira o texto completo

CANSEI DE ABRIR ESPAÇO PARA CATÓLICOS SUPER POLITIZADOS, IRADOS E INSATISFEITOS COM NOSSA IGREJA . ESTOU ME RETIRANDO ATÉ DIA 31.

DEPOIS DAS OFENSAS DE HOJE CONTRA O PAPA, contra os bispos,contra mim, com calúnias e palavras de baixo calão estou fechando esta página até dia 31 de outubro.

O triste é que as ofensas são todas de católicos radicais que preferiram o seu partido político ao catecismo católico.

São Paulo tinha razão quanto escreveu as epístolas a Timóteo e aos cristãos de Tessalônica. Não querem catequese, nem o Vaticano II, nem os documentos da CNBB, nem nenhuma orientação social e espiritual.

Já escolheram ser catequizados por dois poderosos políticos brasileiros.

Meus 81 anos, meus 56 anos de padre, meus 102 livros, minha cultura religiosa, minhas mais de 2 mil canções nada dizem para eles. Insistem que não lhes sirvo mais como padre e pregador para eles.

Acharam candidatos mais católicos do que Papas e bispos, cujos documentos nunca leram. A Bíblia nada lhes diz. Só conhecem as passagens políticas que ajudem o seu partido. Padre bom é o que vota como eles.

Quem ajuda a dialogar com a Bíblia na mão é visto como padre inútil, ateu, comunista ou ultrapassado. Nem o Papa argentino escapa . Há 2 mil anos os escribas e fariseus e saduceus e outros quatro grupos políticos fizeram o mesmo com Jesus. Para estes religiosos radicais e ultra politizados, tudo o que ele dizia era errado.

Continuam a dizer que sou mau padre, que sou comunista e que sou traidor de Cristo e da Pátria porque ensino doutrina social cristã.

Dia 31 voltarei a conversar com os católicos serenos que ainda querem catequese espiritual e social e comportamental. Os outros já decidiram. Não querem estes livros que usamos para ensinar a fé católica.

Espero que estes católicos irados que desqualificam qualquer bispo ou padre que ousa ensinar um fiel a pensar como católicos, consigam o que querem.

Querem um Brasil direitista ou esquerdista, porque está claro que não aceitam nenhuma pregação moderada que propõe diálogo político, social e ecumênico.

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