O Ministério de Minas e Energia abriu, nesta sexta-feira, 30, consulta pública para discutir a abertura total do mercado livre de energia. A consulta ficará aberta para recebimento de contribuições até 1º de novembro, segundo o site do MME. Segundo a Portaria 690/2022, a partir de 1º de janeiro de 2026, os consumidores atendidos em baixa tensão, à exceção daqueles integrantes da Classe Residencial e da Classe Rural, poderão optar pela compra de energia elétrica a qualquer concessionário, permissionário ou autorizado de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional.
Não estão inclusos, para esta data, consumidores rural e residencial. Porém, a partir de janeiro de 2028, todos os consumidores vão poder optar pelo mercado livre. O Ministério espera maior competitividade do setor ao permitir acesso a outros fornecedores, além das distribuidoras de energia.
O debate foi aberto dois dias após a publicação da portaria n.º 50/2022, que deu condições para que todos os consumidores de energia, conectados à rede de alta tensão, possam escolher o supridor de energia a partir de janeiro de 2026. A estimativa do governo é que, com a mudança, 106 mil unidades de consumo adicionais migrem para o mercado livre, sem, porém, provocar impactos nos distribuidores que se mantêm no mercado cativo.
“O mercado de energia está eufórico com esta notícia de abertura do mercado livre que passa a caminhar em sintonia com o que acontece no mundo. Incontáveis consumidores, por ainda não terem 500 KW de demanda, estavam impedidos de migrar para o mercado livre. Mas agora podem, diante dessa portaria que abre o mercado consumidor para, por exemplo, padarias, supermercados, restaurantes, academias de ginásticas e postos de gasolina. Todos eles agora têm opção para reduzir o custo da energia, podendo migrar para o mercado livre”, comemora o CEO da Kroma Energia, Rodrigo Mello.
A empresa pernambucana mantém investimentos no Ceará da ordem de R$2,1 bilhões com obras a serem iniciadas em 2023 em Jaguaruana e em Quixeré, no Ceará, para 2025.
