Capitão Wagner (União Brasil) recebeu com naturalidade o apoio manifestado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na última semana ao nome dele na disputa pelo Ceará. Em duas transmissões, o mandatário apontou o deputado federal como o candidato dele no Estado.
Wagner argumenta que a manifestação se deve a coligação com o PL. O vice do candidato ao Palácio da Abolição é Raimundo Gomes de Matos, representante da mesma sigla de Bolsonaro.
“É muito natural que por termos o PL na nossa coligação a aja esse posicionamento, como tem o Podemos que apoia a Simone Tebet, como tem o próprio Avante que apoia o Lula, tem o PTB…”, disse nesta segunda-feira, 26, após debate na TV Cidade. Nenhum dos outros presidenciáveis mencionados já demonstrou apoio a ele nestas eleições.
Segundo as pesquisas de intenção de voto, o presidente da República e candidato à reeleição está em terceiro lugar no Ceará, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Questionado se o apoio de Bolsonaro poderia, de alguma forma, prejudicar a candidatura ao Ceará, o líder do do União Brasil no estado disse que “de forma nenhuma” e que nenhum apoio pode ser negado.
“É um apoio que está vindo, né? Um apoio não pode ser negado. Estou muito tranquilo em relação a isso, jamais vou recusar qualquer apoio que venha de lá pra cá”, apontou, destacando que pretende evitar a discussão nacional e focar no Ceará.
Nesta terça-feira, a presidenciável pelo União Brasil, Soraya Thronicke, também falou sobre o assunto. O correligionário não tem puxado votos para ela, mas a advogada garante que produziu material de campanha dedicado a isso.
“Fiz campanha para ele, fiz vídeo para ele, já pedi voto para ele. Eu ajo conforme determina a legislação, sou absolutamente fiel ao meu partido”, respondeu a senadora em entrevista ao Jogo Político, do jornal O Povo.
A congressista disse não ser ciumenta e afirmou que Wagner não deve rejeitar apoios que possam trazer vantagens a ele: “Se alguém tá dando apoio a ele, ótimo. Rejeitar não, jamais, a gente não rejeita apoio”.
Ao ficar “em cima do muro” e evitar falar sobre nomes a presidência, Soraya avalia que Wagner cumpre a legislação.
“Se ele fica em cima do muro, ele pelo menos está respeitando o partido dele, porque com certeza não é o Bolsonaro que está pagando a campanha dele”, destacou.
