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Ceará registra valor de produção de alimentos de origem animais de R$ 3,3 bi em 2021

Foto: Divulgação

O valor de produção dos principais alimentos de origem animal cresceu 32,6% em 2021, chegando a R$ 3,3 bilhões no Ceará. A produção de leite concentrou 54,5% do valor, seguida pela produção de ovos de galinha (42,5%), mel (1,7%) e ovos de codorna (1,3%). O maior valor foi em Beberibe, com 9,3% do total, seguido por Cascavel, com 6,1% de participação, e Horizonte (5,0%).

Os três municípios se destacam na produção de ovos de galinha – juntos, eles representaram 44,4% do valor gerado desse produto no Estado. A produção local de ovos de galinha bateu novo recorde: 267,8 milhões de dúzias em 2021, alta de 9,3% frente a 2020. O Ceará concentrava 5,5% da produção nacional. Beberibe foi o maior produtor cearense em 2021, com 64,3 milhões de dúzias, sendo o sétimo no ranking nacional.

A produção estadual de leite chegou ao recorde de 960 milhões de litros em 2021, com alta de 10,2% ante 2020. O Estado passou a ser o 9º na produção do alimento: 2,7% do total, nacional. Morada Nova é o maior produtor de leite do Ceará, com 71 milhões de litros.

Já a produção de camarão em cativeiro cresceu 38,3%, totalizando 33,7 mil toneladas ou 42,9% do total nacional. Coube destaque, novamente, a Aracati, com 8,7 mil toneladas – 25,8% da produção estadual ou 11,1% da produção nacional – seguido agora por Acaraú (Ceará). Em terceiro está Pendências (Rio Grande do Norte).

9,8% DOS CAPRINOS
Em 2021, o rebanho caprino manteve-se estável: cresceu 1,6% o rebanho ovino, 1,2 milhão e 2,5 milhões de cabeças, respectivamente. O Estado tem o quarto maior quantitativo de cabeças para os dois rebanhos, com 9,8% do efetivo nacional de caprinos e 12,2% do rebanho de ovinos.

Os principais municípios em efetivo de caprinos são Tauá, Independência e Aiuaba, juntos eles somam 15,5% do quantitativo do estado. Já os três maiores rebanhos de ovinos são Tauá, Independência e Crateús, correspondendo a 13,9% do rebanho estadual.

Também em 2021, a produção estadual de mel atingiu 3,8 mil toneladas. O valor aumentou 44,6% nominalmente, atingindo R$ 57,6 milhões. As cidades em destaque nesse produto são Novo Oriente, Crateús e Mombaça que agregaram 20,2% da produção estadual de mel em 2021.

GALINÁCEOS DO NE
O efetivo de galináceos – galos, galinhas, frangos, frangas, pintos e pintainhas – somou 34,6 milhões de cabeças, 3,2% maior que no ano anterior, com acréscimo de 1,07 milhão de animais. Quixadá lidera o ranking desde 2019, com 10,5% do total estadual. Outros destaques foram Beberibe (10,0%), Horizonte (8,1%), Cascavel (5,0%) e Acopiara (4,7%).

Entre os estados da Região, o Ceará ocupou, em 2021, a terceira colocação com participação de 17,7% do efetivo de galináceos. Pernambuco (26,1%) e Bahia (25,6%) foram o primeiro e segundo, respectivamente.

OVOS DE GALINHA
O efetivo de galinhas para a produção de ovos somou 14 milhões, com alta de 5,8% no ano. Beberibe tinha o maior efetivo, com 20,7% do total estadual, seguido por Horizonte (10,2%) e Cascavel (9,7%). O terceiro maior rebanho animal no estado era de bovinos, com 2,6 milhões de cabeças. O efetivo apresentou mais um aumento, um acréscimo de 2,1% em relação à data de referência do ano anterior. A estimativa deu continuidade ao crescimento iniciado em 2018.

Em 2021, em Cascavel, o efetivo de codornas somou 476 mil de aves e a sua produção de ovos atingiu 10,6 milhões de dúzias, ambos apontando alta em relação ao ano anterior de 7,9% e 28,9%, respectivamente. O município é líder no Nordeste, tanto em número de efetivo desse rebanho, como na sua produção de ovos.

O Ceará desponta na liderança, tanto no efetivo de codornas quanto na produção de ovos entre na Região. Na comparação com o ano de 2020, os resultados de 2021 apontam declínio de 26,8% e 5,3%, em ambas as variáveis, respectivamente.

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