A Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) estuda ações voltadas à melhoria de calçadas de Fortaleza e ao sombreamento, ambos focados na caminhabilidade da população. Titular da pasta, Luciana Lobo afirmou ao OPINIÃO CE que há em desenvolvimento atividades para ambos os aspectos e ao Meio Ambiente na Capital.
Questionada sobre os problemas nas calçadas do Centro, que dificultam a mobilidade de pessoas no bairro, sobretudo as com mobilidade reduzida, a secretária diz que existem ações para corrigi-los. “Nós temos um Plano Municipal de Caminhabilidade que está em andamento. No Centro, temos propostas específicas para as calçadas, como o Rotas Acessíveis, que está em desenvolvimento, e prevê adaptar um percurso urbano visando a implantação de todos dos conceitos da caminhabilidade.”
Conforme a Seuma, o Plano de Caminhabilidade incentiva os deslocamentos de pedestres e pessoas com mobilidade reduzida, ordenando as calçadas e espaços públicos.A iniciativa também traz um conjunto de diretrizes e recomendações de como o cidadão e o Poder Público devem construir e manter as calçadas. “A legislação urbanística de Fortaleza também já trata de todas as responsabilidades que recaem sobre o proprietário do imóvel assim como o poder público. Irregularidades em calçadas, por exemplo, devem ser denunciadas à Agefis [Agência de Fiscalização de Fortaleza].”
Acerca da falta de sombreamento, Luciana afirma que a Seuma realiza o plantio de árvores pela Cidade, contribuindo para a melhoria do sombreamento. “O Plano de Arborização, por exemplo, desenvolve projetos importantes, como o Árvore na Minha Calçada, que incentiva os moradores a solicitarem espécies arbóreas, além da doação de mudas em maternidades, com o projeto Uma Criança, Uma Árvore, e a entrega de plantas em eventos.”
A secretária cita a parceria da Urbfor e Seinf no plantio de árvores na Capital. As declarações foram dadas nesta quarta-feira, 21, no evento de lançamento do projeto Sementinha, que objetiva trabalhar a educação ambiental nas creches e escolas municipais.
O prefeito José Sarto e a secretária estiveram presentes para falar da iniciativa, anunciada em celebração ao Dia da Árvore, comemorado na mesma data. Os gestores explicaram que a meta do projeto é fazer com que todas as escolas da Rede Municipal de Ensino tenham duas mudas de árvores frutíferas nos seus espaços. A escolha por árvores que dêem frutos tem como objetivo promover também a alimentação saudável nas escolas para as crianças. Além do lançamento do projeto, houve a entrega do Centro de Educação Infantil (CEI) Pedro Ferreira Mesquita, localizado no Residencial Luiz Gonzaga, no bairro Jangurussu.
1,9 KM DE EXTENSÃO DE CICLOFAIXA
Está prevista para esta quinta-feira, 22, Dia Mundial Sem Carro, a conclusão de 1,9 km de extensão de ciclofaixa na avenida Lineu Machado, conectando os bairros Jóquei Clube, Henrique Jorge e João XXIII. Após a implantação, os trabalhos serão executados na Av. D, no bairro José Walter.
Em relatório divulgado nesta quarta, a gestão aponta que a rede cicloviária de Fortaleza soma atualmente 413,7 km de ciclofaixas, ciclovias, ciclorrotas ou passeios compartilhados distribuídos por todas as regionais da cidade, o que representa um aumento de 503% quando comparado ao ano de 2012, quando se contabilizava 68,6 km. Segundo dados da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), mais de 78% das infraestruturas cicloviárias existentes na Capital estão situadas em áreas periféricas com IDH baixo e muito baixo.
“A maior parte da nossa rede se concentra em bairros pobres onde a bicicleta costuma ser mais utilizada, seja para trabalho, estudo ou lazer”, explica o coordenador de Gestão Cicloviária do órgão, Gustavo Pinheiro. Os critérios analisados de implantação da malha cicloviária são analisados os índices de acidentalidade, o volume de ciclistas, veículos e pedestres, além da capacidade e estrutura da via.
De acordo com o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), Fortaleza é a capital brasileira onde as pessoas vivem mais próximas à infraestrutura cicloviária, com mais de 51% dos habitantes morando a menos de 300 metros de alguma ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota ou passeio compartilhado.
À medida que a malha cicloviária cresce, os óbitos envolvendo ciclistas diminuem: nos últimos dez anos, a Cidade registrou uma redução de 61,5% no quantitativo de mortes. Em 2011, foram 39 óbitos. No ano passado 15 usuários de bicicleta tiveram a vida perdida. A queda é reflexo de um conjunto de fatores, dentre os quais se destaca o avanço na infraestrutura cicloviária.
