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O que cabe nos segundos de propaganda eleitoral gratuita?

Foto: Agência Senado

“Interrompemos a programação para a transmissão do horário eleitoral, a seguir fique com tal programa.” Esta é a frase que o brasileiro é obrigado a ouvir se estiver vendo TV ou ouvindo rádio (duas vezes ao dia) faltando menos de um mês para o dia das eleições até às vésperas delas. Existe a lei que regulamenta o espetáculo de 25 minutos dos políticos ressurgindo, levantando-se por ocasião do pleito do berço esplêndido onde permanecem quase eternamente deitados.

Velhos nomes aparecendo com novas propostas, desconhecidos mostrando sua ousadia, corajosos em performances quase teatrais, expondo seus nomes e (o mais importante) seu número em prol, dizem, do bem do povo. Afora o tempo em que o telespectador pode ver o desfile de nomes, de números, de cores, de sorrisos forçados, de mentiras, de falsidades, de rancores, de acusações, de apelações, de egos, também eles têm o tempinho de aparecer no intervalo da novela, do filme, do programa de auditório, do jornal.

Para alguns, os que não crêem mais que a política partidária e representativa pode prestar algum serviço, os minutos desse horário são intermináveis e, sendo assim, não se incluem na audiência. Para outros, os que ainda acreditam na política, ou pelo menos em alguns poucos políticos, esses minutos do dia são o momento para ver seus candidatos, seus líderes, seus heróis. Para tantos, o tempo em que se transcorre a propaganda de nomes, de números, de promessas, de projetos, é simplesmente indiferente.

Mas uma coisa é certa: a influência. Mesmo que não se assista ao programa, ao menos uma vez que seja durante as semanas em que vigora a publicidade eleitoreira (que está também na Internet: YouTube, Insta), é quase impossível não ver falas, candidatos, depoimentos, jingles, números e logos. É quase impossível não decorar o número que será digitado na urna.

Texto do colunista Felipe Feijão.

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